O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 14/11/2021

O filme “Wall-e” narra o cotidiano de um robô que vive na terra após a humanidade entulhar o planeta de lixo e passar a viver em naves lançadas no espaço. Apesar de fictícia, a história simboliza a preocupação com a questão do lixo eletrônico e os impactos socioambientais, pois assim como na produção cinematográfica, o descarte irregular do lixo gerado através do aumento de consumo de aparelhos eletroeletrônicos causa impacto na vida das pessoas e do meio ambiente. Nesse sentido, origina essa questão a mídia que influencia o consumismo exagerado e a ineficaz educação ambiental no ambiente familiar. Por isso, é necessário um debate sobre a problemática para uma possível solução.

Em primeiro lugar, é necessário saliente que o consumismo exacerbado de aparelhos eletrônicos influenciado pela mídia, é um fator relevante na estruturação dessa problemática. Sob esse viés, o filósofo alemão Karl Marx defende que o ser humano se apropria da natureza, mantém relações entre si e cria, constantemente, novas necessidades de consumo. Nesse sentido, a sociedade não rompe com a ideia do filósofo, uma vez que, influenciados pela mídia que propaga conteúdos publicitários recheados de ofertas, o indivíduo sente a necessidade de adquirir novos produtos eletrônicos para se manter atualizado às tendências do mercado. Destarte, há o agravamento de problemas ambientais como o acúmulo de lixo eletrônico que compromete o meio ambiente.

Consequentemente, tais motivadores geram sérios efeitos ao meio ambiente, que sofrem com os resíduos eletrônicos descartados de maneira irregular. Segundo uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil gera 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico por ano e ocupa a 7 ° posições entre os países que mais características este tipo de lixo. Isso ocorre porque a sociedade não foi educada para lidar com questões ambientais, haja vista que a família não ensina onde descartar corretamente resíduos eletrônicos e o hábito de “jogar fora” os aparelhos, sem se preocupar com o destino final do lixo, é passado de geração para geração.

Por isso, o Poder Legislativo deve criar um projeto de lei que busque instruir os consumidores de aparelhos eletrônicos acerca dos locais adequados para o descarte de aparelhos antigos. Tal projeto de lei deve tornar obrigatório que no ato da compra, o vendedor explique onde depositar os resíduos eletrônicos, para, assim, ensinar as famílias sobre os locais adequados de descarte e mudar o pensamento de que jogar o lixo em qualquer lugar não faz mal à natureza.  Só assim, o filme “Wall-e” não se tornará uma realidade no país.