O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 14/11/2021

O filme “Wall-e” apresenta a decadente situação do planeta Terra no século XXII, em que é preciso respondabilizar um pequeno robô para realizar a limpeza dele. Fora do contexto cinematográfico, é preocupante o fututo da humanidade e de sua moradia, hava vista os impactos do lixo eletrônico no meio ambiente. Diante disso, vale ressaltar a precária educação vigente e a omissão do Estado como impulsionadores da problemática.

Nessa perspectiva, é valido enfatizar o papel educacional no tocante ao e-lixo. A esse respeito, o pedagogo Paulo Freire discorria acerca da “educação bancária”, na qual os alunos são apenas depósitos de conhecimentos, muitas vezes, inaplicáveis. Nesse sentido, nota-se a lacuna do ensino dos cidadãos, uma vez que o descarte apropriado de objetos extremamente usados, como aparelhos eletrônicos, é desconhecido pela comunidade. Nesse viés, a formação recebida nas escolas dificulta a boa relação dos seres humanos com o ambiente, tendo em vista o persistente decuido com ele, decorrente da desinformação.

Ademais, é imperioso destacar a posição estatal sobre os resíduos produzidos. Sobre isso, o filósofo contratualista John Locke afirmava ser do governante, a função de garantir o bem-estar e os direitos do seu povo. Entretanto, essa conclusão torna-se obsoleta, já que o cumprimento não é efetivado, sobretudo, porque são nulas as políticas públicas direcionadas às questões ambientais - especialmente ao lixo eletrônico - no país tupiniquim. Sob essa ótica, compreende-se que a qualidade de vida da população é afetada pela inoperância das autoridades, no que tange ao bom acesso à natureza - inerente ao indivíduo de acordo com a Constituição Federal de 1988.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, promover simpósios e palestras sobre o lixo eletrônico e seus imoactos no meio ambiente, nos colégios, por meio da participação de ambientalistas e especialistas afins, com a finalidade de mitigar o desconhecimento envolta do assunto. Além disso, cabe ao Poder Executivo Federal, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente associado às empresas de eletrônicos, realizar campanhas de conscientização anuais sobre o destino desses aparelhos. Dessa forma, a relidade do Brasil não será tão caótica quanto à apresentada no filme.