O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 15/11/2021
O maior acidente radioativo da América ocorreu em 1987, no município de Goiânia, na qual catadores de lixo desmontaram máquinas de radiografia e encontraram um ‘‘pó branco’’ que brilhava no escuro, logo, tornou-se popular o suficiente para contaminar 250 pessoas. Desse modo, destaca-se o descarte errado do lixo eletrônico, que poderia ser evitado, se não houvesse problemas como, a falta de educação ambiental no ambiente familiar e escolar, além da omissão de cuidados com a contaminação dos solos por elementos químicos tóxicos, tornou-se, então, um dos maiores desastres já conhecidos.
Nesse sentido, a Constituição Federal no artigo 225, menciona que todos devem ter o direito de viver em um ambiente ecologicamente equilibrado, assim, é um dever do governo e da sociedade manter essa estabilidade. Entretanto, diante do acidente em Goiânia, é notório perceber a falta da responsabilidade social e ambiental, na qual, é um resultado da inexistente educação ambiental nas escolas e dentro de casa, logo, as pessoas não percebem o perigo de resíduos eletrônicos descartados em locais errados. Por isso, mesmo após anos do acidente, de acordo com a fonte de notícias G1, o Brasil é o primeiro da América Latina a produzir mais resíduos eletroeletrônicos e recicla apenas dois por cento deles, dessa maneira, é evidente que nada mudou e a sociedade não percebe o seu erro.
Ademais, segundo a revista ‘‘Galileu’’, foram encontradas seis mil toneladas de lixo radioativo enterrado no lixão a céu aberto na época, atingindo indiretamente seis mil pessoas pela radiação emitida. Em virtude disso, muitos produtos como celulares, também possuem componentes danosos ao meio ambiente, em que prejudicam solos e chegam até os lençóis freáticos, dessa forma, é consumido pela população. Sendo assim, um dos motivos pelo despejo errado, é a falta de mais pontos de coletas nas cidades e a importância deles, que proporcionam cada vez mais a contaminação da natureza e do acúmulo de lixos eletrônicos.
Portanto, diante dos fatos mencionados, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, impulsione escolas a realizarem atividades extracurriculares sobre como separar o lixo, os benefícios, apresentar futuros problemas que podem ser evitados com essa ação. Também, realizar oficinas e palestras com a temática ‘‘meu celular, para onde vai?’’, a fim de ensinar os pais e jovens o que acontece quando um ‘‘smartphone’’ deixa de funcionar e no que muda no meio ambiente e na saúde da geração. Outrossim, é necessário que a Prefeitura junto a agências de publicidade, por meio de verbas arrecadadas com o Imposto de Renda , contrate mais pontos de coletas nas cidades e crie campanhas de divulgação, para evitar mais danos ambientais. Consequentemente, diminuindo as chances de ocorrer outro acidente e conscientizar a comunidade cada vez mais.