O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 15/11/2021
Sabiamente, Carl Sagan (1934-1996) dizia que a extinção é a regra, mas, sobreviver é a exceção. Contudo, desde a 1ª Revolução Industrial, a humanidade parece buscar a própria extinção, pela forma que explora seus recursos naturais. Algumas dessas atividades, como a pecuária e mineração, têm seus impactos ambientais bem conhecidos. Porém, poucos suspeitam que a inocente massificação de componentes eletrônicos pode trazer perigos tão grandes quanto a garimpagem. De acordo com a Green Eletron, o Brasil é o quinto produtor de lixo eletrônico (LE), o que gera diversos problemas ambientais e de saúde pública. Para reverter o problema, é importante que o Estado intervenha e conscientize sua população sobre as causas e soluções desse problema.
De fato, o descarte inadequado de eletro-eletrônicos defeituosos é um problema. O fato é que os componentes desses aparelhos são bioacumulativos, não se decompõem com facilidade, contaminam o solo e, uma vez em contato com rios e lençóis freáticos, podem contaminar populações, causando doenças graves, como cânceres devido à ingestão de metais pesados. Uma saída, que não é incentivada no país, é a coleta seletiva, que seria ainda uma fonte de negócios, uma vez que esses componentes poderiam ser reciclados ou reaproveitados.
No Brasil, o problema tem origem na ignorância do povo. De acordo com a Radar Pesquisas, o brasileiro não entende o conceito de LE, pois 37% da população acredita que o termo está relacionado a spams. Além disso, não conseguem perceber os problemas ambientais que o descarte incorreto de eletrônicos pode causar. Falta informação, assim, o primeiro passo seria desenvolver estratégias para conscientizar a população sobre a importância de separar o lixo, destinando-o à reciclagem e ao reaproveitamento.
Diante do exposto, o Estado precisa incentivar a separação, coleta, reciclagem e reutilização do LE que produz. O primeiro e mais importante passo é conscientizar a população, o que pode ser feito se o Estado, por meio do Ministério da Educação, organizar feiras de ciência e passar a discutir o tema nas escolas, que é o ambiente usual de formação do cidadão. Com essas medidas, o Estado cria indivíduos conscientes de como suas ações podem impactar seu habitat e previne os problemas ambientais que o descarte incorreto de dejetos orgânicos e inorgânicos pode causar.