O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 15/11/2021

Durante a Primeira Revolução Industrial houve grandes avanços tecnológicos ao que diz respeito a produção em larga escala. Diante dessas inovações, o desejo era consumir os mais diversos produtos criados e pouco se preocupava com a geração de lixo e seu descarte. Sendo assim, fica evidente como a negligencia estatal e o consumo exacerbado impactam negativamente o ecossistema.

A Constituição Federal Brasileira de 1988 assegura direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado a todos. Todavia, esse é apenas mais um dos direitos legalizados que, conforme afirma o jornalista Gilberto Dimestein, no livro “O cidadão de papel”, figuram tão somente impressos, haja visto que o Estado se mostra ineficiente na busca de métodos que auxiliem o crescimento da produção sem causar grandes danos ao meio ambiente e além de não fornecer as empresas alternativas viáveis para descarte dos lixos produzidos.

Aliada a negligência do Estado está o consumismo incentivado pela mídia diariamente. E conforme afirma Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, como agente formador de opiniões ao exaltar o status do consumo contribui diretamente para a consolidação do problema.

Portanto, fica evidente que a negligência estatal aliada a mídia contribuem para o acumulo de lixo no ambiente. Cabe ao Estado aliado as empresas elaborar projetos que visem amenizar o desgaste ambiental por meios de estruturas capazes de viabilizar um descarte adequado dos lixos afim de promover um desenvolvimento sustentável.