O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 19/11/2021

No filme de animação “Wall-e”, dos estúdios PIxar, é retratado um futuro distópico onde o planeta está inabitável aos seres humanos devido à extrema poluição da Terra. Durante o longa-metragem, o protagonista, um robô que recebe o nome título da obra, passa seus dias recolhendo lixo, em busca de qualquer sinal de vida. Fora da ficção, países como o Brasil, contribuem diariamente com o descarte de toneladas de diversos materiais no meio ambiente. Dentre esses materiais temos o lixo eletrônico, o qual cada vez mais contribui no aumento de riscos ambientais devido à, principlamente, seu descarte irregular. Além de um despojo adequado desse aparato eletrônico, é necessária também uma mudança de mentalidade em relação à cultura atual de consumismo exacerbado.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que todo tipo de detrito deve ser destinado a um local específico. No entanto, em se tratando de lixo eletrônico, a falta de conhecimento da população em geral sobre esse tipo de elemento faz com que o mesmo seja descartado em locais inadequados. Porém, ao contrário de resíduos orgânicos, os eletrônicos não se decompõem facilmente, causando seu massivo acúmulo no meio ambiente, além da liberação de substâncias tóxicas, contaminando os solos e posteriormente os seres humanos. Já quando destinados corretamente, além de poderem ser reutilizados e/ou reciclados, movimentam a economia. Como prova disso, temos empresas especializadas no reaproveitamento dessas peças, podendo muitas vezes reciclar até 100% dos materiais presentes, além de gerar emprego, pois a separação e desmonte desses aparelhos é feita manualmente.

Ademais, de acordo com o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade onde tudo se torna frágil e maleável, assim como os líquidos. Infere-se com isso que foi criada uma cultura onde os produtos são criados já com a intenção de serem substituídos em um curto período de tempo. Por conseguinte esse fator de obsolescência programada, que ocorre majoritariamente com eletrônicos, se torna o principal motor do desperdício e do aumento do consumo exagerado, tendo como veículo principal de incentivo à esse consumo, as mídias atuais.

Logo, medidas devem ser tomadas para que ocorra uma mudança no pensamento e na atitude da comunidade. Para isso, é necessário que o Estado forneça uma verba para as prefeituras a fim de que sejam criados ecopontos, locais onde são coletados itens que não estão mais em uso pela população, em áreas estratégicas de cada cidade, Aliado à divulgação de informações nos veículos midiáticos sobre os perigos do descarte irregular de materiais eletrônicos, é necessário criar uma conscientização na sociedade com o intuito de formar uma coletividade menos descartável, criando assim o hábito da reutilização antes do descarte. Assim, o futuro de um meio ambiente melhor pode ser alcançado.