O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 15/11/2021
As Revoluções Industriais, ocorridas na Europa no século XVIII, além de garantirem o avanço tecnológico, trouxeram o consumo exacerbado, resultado do advento do capitalismo. Desse modo, na sociedade contemporânea, a questão do lixo eletrônico e seus impactos é um ópio que necessita ser mitigado. Sob esse viés, isso ocorre não só pela inoperância estatal, mas também pela ausência de consciência ambiental por parte do corpo social e das grandes empresas.
Diante desse cenário, observa-se que a falta de iniciativa das autoridades executivas corrobora o entrave. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Todavia, a máxima não é concretizada, haja vista que não há investimentos em políticas públicas que visam práticas sustentáveis, como a coleta de resíduos eletrônicos descartados de forma incorreta e o incentivo à recliclagem. Consequentemente, os impactos do lixo eletrônico no meio ambiente são cada vez mais evidentes, tendo como exemplo a contaminação dos solos por metais pesados, que acarretam problemas na produtividade do campo - por inibir o crescimento das plantas - e na saúde humana e dos animais, Logo, é necessário medidas por parte do Estado para reverter tal problemática.
Outrossim, a ausência de uma consciência ambiental na sociedade brasileira potencializa o imbróglio. Segundo a pesquisa Resíduo Eletrônico, da Green Eletron, o Brasil é o país da América Latina que mais produz lixo eletrônico. Isso ocorre devido aos hábitos insustentáveis realizados por uma grande parcela da população, como o consumismo acentuado, somados à irresponsabilidade das empresas que aspiram apenas o lucro e descartam de forma inadequada e indiscriminada os utensílios eletrônicos, ocasionando graves problemas ambientais como a bioacumulação, que é um risco para a fauna e a flora.
Infere-se, portanto, medidas capazes de mitigar os impactos advindos do lixo eletrônico. Assim sendo, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve investir em campanhas de orientação e conscientização acerca das consequências geradas pelo e-lixo, apresentando maneiras corretas de realizar o descarte e salientando a importância de hábitos sustentáveis para o ecossistema, a fim de gerar consciência ambiental na sociedade brasileira. Ademais, o Poder Legislativo necessita de vigorar as leis que protegem o meio ambiente, por meio de fiscalizações periódicas em empresas e indústrias, com o intuito de penalizar aqueles que contribuem para o risco da fauna e flora e da saúde humana. Com essas medidas, a máxima da Carta Magna será concretizada.