O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 15/11/2021
De acordo com o Artigo 255 da Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Apesar disso, na prática, essa realidade não é vivenciada pois o Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Diante desse cenário, fica evidente que o país apresenta impactos ambientais vinculados a esse tipo de lixo. Nessa perspectiva, o descarte inadequado e à produção excessiva de lixo surgem como as principais causas dessa problemática.
Primeiramente, convém ressaltar que o descarte inapropriado é um dos fatores que influencia nesse tema. De acordo com a ONU, por meio do estudo “Global E-Waste Monitor”, apenas 3% do lixo eletrônico brasileiro é descartado de maneira adequada. Desse modo, grande parte desses resíduos, como celulares, pilhas e computadores, ficam expostos na natureza, podendo causar a contaminação dos solos e rios devido aos metais pesados presentes em seus componentes. Além disso, o descarte incorreto pode gerar a bioacumulação desses metais, como o mercúrio, ao longo de toda a cadeia alimentar, alcançando inclusive o ser humano.
Ademais, a produção exarcebada de lixo também é um dos fatores que alteram essa dinâmica. Essa grande quantidade de resíduos descartavéis pode ser explicada pelo conceito de “obsolescência programada”, no qual os equipamentos são planejados para apresentarem defeitos com determinado tempo de uso, obrigando à compra de um novo aparelho. Dessa maneira, a realidade observada no filme “Wall-E” se torna cada vez mais real. Nesse filme, a população mundial precisou abandonar a Terra, migrando para o espaço, pois a produção de lixo foi tão intensa a ponto de tornar o planeta inabitável devido à poluição.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas. Em primeiro lugar, as prefeituras devem realizar campanhas informativas, por meio da televisão, rádio e redes sociais, para comunicar à população sobre os locais adequados de descarte de lixo eletrônico, com o objetivo de evitar possíveis impactos ambientais. Além disso, é fundamental que as escolas promovam palestras, em todas as séries, para conscientizar os alunos a respeito das suas compras, levando à reflexão entre consumismo e a real a necessidade do produto. Assim, a ficção exposta no filme “Wall-E” tende a não se tornar realidade.