O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 15/11/2021

A Revolução Industrial, no século XVIII, responsável por substituir a manufatura pela maquinofatura e pelo surgimento da indústria, impulsionou o crescimento do sistema produtivo e, consequentemente, do capitalismo. Ademais, com o advento de novas tecnologias, a fabricação de itens foi potencializada e com ela, o crescimento desse lixo também. Isso deve-se à obsolescência programada, que resulta na degradação do meio.

Sob essa ótica, é importante ressaltar a predisposição de um produto a se tornar obsoleto. Segundo Zygmunt Bauman, “Vivemos em tempos líquidos. Nada é para durar.”, desse modo, nota-se que hodiernamente, com a velocidade das interações a atos promovidos pela tecnologia, tudo apresenta um curto tempo de duração. Entretanto, é evidente que essa prática é benéfica às empresas produtoras, dado que criam uma dependência nos consumidores, que precisam trocar seus objetos e comprar novos periodicamente, mantendo então o sistema capitalista. Nessa lógica, é inadmissível a manutenção desse padrão, uma vez que prejudica não apenas os indivíduos, mas também a natureza.

Outrossim, por conseguinte há o detrimento do meio ambiente. De acordo com Antoine Lavoisier, “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”, sendo assim, é notório que os materiais oferecidos pelo meio são esgotáveis e jogar fora é inviável, visto que eles ainda permanecerão no Planeta. A par desse raciocínio, vê-se empresas com exacerbada produção, que consomem muitos recursos - a maioria não renováveis - e depois não fornecem um destino adequado aos resíduos, como a reciclagem ou reutilização. Logo, com a combinação de excessiva extração com o descarte impróprio, a deterioração do ecossistema torna-se uma realidade, fato inaceitável, na medida que a manutenção da Terra está ligada à continuidade da vida humana.

Nesse viés, faz-se necessário que o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, atue em favor do povo, por meio da criação de projetos de lei que regulem a prática da obsolescência programada, de modo a diminuir os problemas gerados pelo lixo eletrônico. Além do mais deve também o Governo Federal, incentivar as empresas a executarem o descarte ideal dos resíduos, através da isenção fiscal, a fim de minimizar a problemática iniciada ainda na Revolução Industrial.