O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 15/11/2021

A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Tecnológica, iniciada no fim do século XX, representou um marco para o desenvolvimento de tecnologias modernas que transformariam a comunicação e a ciência. No entanto, da mesma maneira que o progresso se tornou uma marca desse evento histórico, a evolução tecnológica trouxe outros problemas: o acúmulo e o descarte inadequado de lixo eletrônico ameaçam a qualidade de vida das gerações atuais e futuras. Portanto, analisar os principais fatores e efeitos que corroboram essa problemática, dentre os quais se destacam a obsolescência programada e a composição tóxica desses objetos, faz-se imprescindível.

Precipuamente, cabe destacar que o intervalo de tempo para que esses produtos se tornem obsoletos, isto é, percam a sua utilidade, é programado desde a sua fabricação, na maioria das vezes. Desse modo, consoante o documentário “A História das Coisas”, que explica como o sistema capitalista funciona baseado no consumo exagerado, a obsolescência programada dos objetos eletrônicos é uma estratégia de grandes empresas para que, quando o consumidor perceber que o seu produto não possui alguma funcionalidade, ele realize uma nova compra. Assim, a programação de um intervalo temporal curto para que determinado item eletrônico se torne inútil fomenta o consumismo dos indivíduos e, consequentemente, o acúmulo e despojo desse tipo de lixo no meio ambiente.

Por conseguinte, o descarte inapropriado de objetos dessa natureza, os quais possuem elementos tóxicos em sua composição, agrava o problema. Majoritariamente, produtos eletrônicos são compostos por metais pesados, substâncias que, se rejeitadas de forma imprópria, acarretam consequências preocupantes para o meio ambiente e as pessoas. Cientificamente, esses metais, a exemplo do mercúrio, são bioacumuláveis, ou seja, concentram-se nos corpos de animais e seres humanos de modo que não são excretados pelos seus sistemas corporais. Logo, o acúmulo desses elementos no corpo de organismos vivos gera o surgimento de doenças, como o câncer, que prejudicam sua saúde.

Destarte, diante do exposto, os impactos ambientais do lixo eletrônico devem ser diligentemente combatidos. Para isso, urge que o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela formulação de políticas públicas voltadas para a natureza, em parceria com empresas fabricantes de produtos eletrônicos, estimule o descarte adequado desse tipo de lixo. Essa ação será alcançada por meio de campanhas publicitárias que conscientizem a população acerca das consequências negativas para o meio ambiente e para a saúde, de modo a diminuir os índices de poluição ambiental e doenças decorrentes de elementos tóxicos componentes desses itens. Somente assim, a Revolução Tecnológica será não somente um marco do desenvolvimento tecnológico, mas também da sustentabilidade.