O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 17/11/2021
Pensar o planeta como uma única morada possível para a humanidade, talvez seja uma boa razão para conscientização ambiental da população. O problema do descarte de resíduos cresceu com o desenvolvimento do capitalismo e sofre hoje de um agravante, conforme ocorre o desenvolvimento tecnológico, que é o lixo eletrônico e seus impactos ambientais. A conscientização do descarte adequado do lixo eletrônico é primordial para a saúde ambiental do planeta. No Brasil, já somos o quinto produtor de lixo eletrônico, lixo esse que não se decompõe naturalmente.
A princípio, o lixo eletrônico não é mais um problema somente de países desenvolvidos economicamente. O Brasil já é o quinta maior produtor, sendo metade desse lixo de origem pessoal. Dentre os ítens encontramos em destaque celulares, baterias e fones de ouvidos. O cinema retratou em “Wall-E” um cenário para o planeta, em que esse torno-se estéril devido a enorme quantidade de lixo produzida pelos humanos. Nesse filme, as montanhas de lixo que cobriam o planeta podiam ser exageradas porém, a impossibilidade de se extinguir a vida, devido a problemas ambientais, não é algo da ficção científica.
Ademais, o lixo eletrônico pode ser mais danoso que outros lixos como o orgânico ou o seco, como o papel e o plástico. Ele é bioacumulativo e carregado de metais pesados e alumínio, que contaminam o solo e o lençol freático, tornando essa poluição invisível e praticamente indetectável a curto prazo. Conforme afirma o Prof. e Eng. Marco Antonio Cismeiro. Em contrapartida, vemos ações por parte de governos na tentativa de frear os danos gerados por diversas formas de poluição como a COP26, protocolo de Quioto e a ECO92. Porém, com muitas preocupações nas emissões de CO2 e pouca atenção aos lixos eletrônicos.
Portanto, é necessário trazer cada vez mais a discussão do descarte de resíduos e, principalmente de um descarte adequado do lixo eletrônico em todas as esferas da sociedade brasileira, gerando uma conscientização coletiva. Para isso, é necessário ações por parte do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Caberia ao primeiro propor leis mais rigidas para a coleta e descarte desse lixo em todo o território nacional, com pontos diversos de coleta em todos os bairros. Ao outro Ministério caberia a promoção de pesquisas de melhoria de coleta, descarte e aproveitamento desse lixo, para redução da sua produção e minimização dos impactos. Essas pesquisas promovidas por editais de amplo alcance acadêmico.