O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 16/11/2021

A animação “Wall-e” retrata de forma pessimista o futuro do planeta Terra. Na obra, um robô é encarregado de limpar o mundo, a fim de torná-lo habitável para a humanidade. De modo lastimável, o lixo eletrônico descartado no Brasil faz da trama um aviso para os humanos, pois a poluição gerada pela ganância das indústrias de eletrônicos é realidade no país. Nesse cenário, a degradação ambiental causada por esse lixo afeta a qualidade de vida dos brasileiros.

Convém ressaltar, a princípio, que os impactos ambientais do lixo eletrônico advém dos interesses comerciais das empresas de tecnologia. De acordo com o filósofo Karl Marx, no sistema capitalista, privilegia-se o lucro em detrimento de valores. Sob essa ótica, é de interesse da indústria de eletrônicos produzir e vender cada vez mais seus produtos. Nesse contexto, a obsolência programada torná-se uma estratégia de vendas, visto que faz o consumidor comprar o mesmo produto periodicamente. Por conseguinte, ocorre o descarte excessivo de eletrônicos, os quais possuem metais pesados que poluem o meio ambiente. Assim, enquanto o meio ambiente é degradado por materiais tóxicos, as empresas lucram com o aumento das vendas.

Ademais, vale salientar as consequências do descarte de lixo eletrônico para a população brasileira. Isso porque os produtos eletrônicos, como as bateriais, são compostos por metais pesados, a exemplo do chumbo e do mercúrio. Nesse sentido, o perigo do descarte de lixo eletrônico no solo e na água para a saúde humana advém da magnificação trófica, isto é, quanto maior o nível na cadeia aliementar, maior a concentração de substâncias tóxicas no organismo. Desse modo,o homem ingere uma grande quantidade material tóxico, por meio do consumo de seres vivos contaminados pela água e pelo solo. Portanto, devido a ganância das indústrias de eletrônicos, amplia-se os riscos de câncer e alterações cerebrais,  segundo a Organização Mundial da Saúde,

Dessarte, para mitigar os impactos ambientais do lixo eletrônico e garantir a qualidade de vida dos brasileiros, urge que o Ministério do Meio Ambiente crie, por intermédio de uma proposta de lei, o projeto “Menos Lixo, Mais Saúde”. Em síntese, o governo deve criminalizar a obsolência programada e fiscalizar a produção das indústrias de tecnologia, a fim de ampliar a vida útil dos eletrônicos e diminuir o descarte de lixo. Feito isso, será possível evitar o cenário de ‘Wall-e".