O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 16/11/2021
Após a terceira Revolução Industrial, no século XX, os eletrônicos se tornaram cada vez mais frequentes no cotidiano. Assim, é nítido que, na atual conjuntura mundial, devido à presença diária dessas tecnologias, a produção de um alto volume de descarte é diretamente proporcional à crescente utilização dessas. Nesse sentido, é preciso salientar que o lixo eletrônico, produzido como consequência desses fatos, se torna um problema relevante na atualidade, principalmente para o meio ambiente, devido aos riscos de contaminação e ao ascendente acúmulo do mesmo.
Sob tal viés, cabe notar, primeiramente, que o despejo em locais despreparados para o recebimento desses resíduos pode acarretar contaminações. Nesse contexto, é possível referencial o fatídico incidente com Césio-137, ocorrido em Goiás, em que aparelhos médicos com componentes radioativos inadequadamente descartados contaminaram tanto o solo quanto pessoas do local, que acabaram falecendo. Dessa forma, é notório que materiais eletrônicos, que geralmente possuem partes tóxicas ou poluentes - como metais pesados - devem ser levados para locais preparados e isolados, evitando riscos à saúde do homem e da natureza. Logo, é evidente que o manejo inadequado do lixo eletrônico é perigoso e demanda um tratamento adequado para que se evitem impactos sociais e ambientais.
Além disso, o uso desenfreado desses causa um descarte proporcional, gerando grande quantidade de resíduos. É perceptível, então, que, assim como alegoricamente representado no filme “Wall-E” - no qual os humanos abandonam a Terra devido à quantidade de lixo que tomou todo o planeta - caso não haja um destino mais adequado a esses dejetos eletrônicos, como a reciclagem, em breve haverá pouco espaço disponível para destinar esses componentes e comportar vidas humanas e uma natureza saudável. Ademais, a produção contínua de dispositivos tecnológicos também resulta no esgotamento de matérias-primas, sendo fundamental o reúso desses para evitar o desperdício de materiais que poderiam impedir esse fato. Dessa maneira, fica claro que o volume atual de lixo eletrônico gera extração excessiva de recursos naturais e do acúmulo indiscriminado dos mesmos.
Portanto, conclui-se que medidas são necessárias para sanar os problemas discutidos. Por esse motivo, cabe ao Estado, responsável por todos sob sua tutela, proporcionar locais adequados para o descarte e promover ações de incentivo à reciclagem. Tais ações podem ser concretizadas por meio de investimentos em empresas que manejam esses resíduos e de incentivos fiscais a estabelecimentos e residências que enviem esses materiais para a coleta seletiva, aumentando a taxa de reuso desses e diminuindo o cúmulo. Se tais medidas forem seguidas com rigor, o mundo poderá evitar se tornar como o planeta fictício de um filme infantil e ter uma relação mais saudável com a tecnologia que produz.