O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 17/11/2021

A partir da Terceira Revolução industrial, surgiram novas tecnologias, como os computadores. Entretanto, no Brasil, é notável a má administração do descarte de tais tecnologias, o que acaba por prejudicar o meio ambiente. Fruto, esse, não só do excesso de material tecnológico, como também da falta de atitudes governamentais com a reciclagens eletrônica. Certamente, é necessária uma resposta ativa para amenizar esse impasse.

Primeiramente, é importante analisar a quantidade de tecnologia na sociedade. De acordo com a escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP), há 424 milhões de dispositivos digitais no Brasil. Desse modo, é crescente a quantidade de materiais tecnológicos na sociedade. Logo, quando não há um destino apropriado para tais aparelhos, esses são depositados na natureza, o que acarretarem prejuízos ambientais de forma desastrosa. Assim, a quantidade de novos aparelhos tecnológicos contribui para a perpetuação dos impactos no meio ambiente.

Ademais, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa o problema do lixo eletrônico. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições de Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades em programas de reciclagem em massa, há um expoente de material tecnológico sem destino apropriado, como por exemplo, a reutilização de matéria prima. Desse modo, com a ausência de medidas sanitárias, o descarte na natureza se torna algo obvio. Nessa perspectiva, a ineficiência estatal agrava a situação da poluição ambiental por resíduos tecnológicos.

Portanto, é mister, que o estado tome as devidas atitudes para resolver o empecilho. Urge, assim, que o Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pelo controle Ambiental - crie um programa de reciclagem tecnológica. Isto é, por meio de uma reunião com as principais empresas de tecnologia do país, a fim de articularem um processo de recolhimento de aparelhos descartados pelos usuários. Esse que será redestilado as fábricas para a reutilização de matéria prima. Para que, assim, O Brasil possa enfrentar esse obstáculo e ir de encontra a um progresso, assim como foi na Terceira Revolução Industrial.