O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 16/11/2021

O filme norte-americano Wall-e retrata um futuro distópico. Nele, os seres humanos não habitam mais a Terra, e sim uma grande espaçonave, devido ao acúmulo severo de lixo mal descartado. Fora da cinematografia, em especial no Brasil, também é possível perceber o descarte incorreto de lixo eletrônico em grande escala. Logo, um debate acerca desse assunto torna-se necessário.

Antes de tudo, cabe destacar a principal causa desse problema: ineficiência governamental. Segundo a Constituição Federal de 1988, artigo 3°, é fundamento do Governo desenvolver o país. No entanto, uma pesquisa feita pela Green Eletron, gestora de logística eletrônica em São Paulo, indica que o Brasil é o quinto maior produtor de poluição eletrônica. Assim, é correto dizer que a Regência Brasileira não tem confirmado seu objetivo na prática, mostrando-se fraca em administrar o país com eficácia e tirar seus objetivos do papel.

Em segundo lugar, é preciso informar que a poluição eletrônica traz consigo males para a saúde. De acordo com o professor brasileiro de Engenharia Ambiental Marco Bumba, “a maioria dos metais pesados tende a causar tumores. Eles são bioacumulativos". Nesse viés, pode-se afirmar que a gravidade do despojo errôneo de aparelhos eletrônicos não implica somente o meio ambiente físico, pois também afeta a saúde dos seres vivos, trazendo sérias doenças. Um cenário triste que precisa mudar depressa.

Portanto, para mudar as estatísticas do país sobre o assunto, o Estado Brasileiro deve, por meio de campanhas e verbas, informar a população sobre o risco do problema tratado e fundar no país diversos centros de coleta de aparelhos eletrônicos, afim de amenizar o empecilho. Essas ações devem alcançar todo o corpo social e sempre fornecer qualquer utensílio necessário para que o cidadão possa jogar o lixo fora de forma correta e segura. Somente assim o Brasil será um país desenvolvido e saudável, diferente do mundo retratado no filme Wall-e.