O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 17/11/2021
O século XX foi marcado por um modelo industrial revolucionário: o Toyotismo, pautado na ampla flexibilização de produtos. Dessa maneira, um mesmo objeto pode ser vendido contendo, apenas, mudanças supérfluas para o uso; aumentando, assim, o consumismo exagerado. Analogamente, o Brasil hodierno foi demasiadamente influenciado pelo sistema do século passado, criando grandiosos impactos no meio ambiente devido, primordialmente, ao lixo eletrônico. Nesse sentido, a problemática é vigente não só pelas heranças históricas, mas também pela falta de investimentos.
Sob essa óptica, apesar do Brasil alcançar um grande desenvolvimento socioeconômico, a cultura do colonizador permanece na sociedade. No século XIX, por exemplo, a Família Real desembarcava no Rio de Janeiro; com isso, após três centenários de exploração, o país recebeu pela primeira vez um tratamento urbano e natural. Isto é, os primeiros portugueses usufruíam severamente da natureza “infinita” do local, por conseguinte, na Era Moderna, a paisagem natural continuou sendo alvo para o descaso humano, mas agora com a presença de lixo eletrônico. Logo, sem mudanças na mentalidade, ainda, de colonizador, o Brasil sofrerá com graves impactos.
Consequentemente, uma nação despreparada, desde sua base, para medidas ambientais, continuará também na ignorância, caso não ocorra mudanças. Destarte, segundo a pesquisa da Green Eletron, o Brasil está entre os cinco países mais produtores de lixo eletrônico no planeta. Tal dado deve gerar receio, uma vez que descartado de forma indevida, o resíduo pode intoxicar e degradar a área, causando excessivos problemas para a saúde local, que em alguns casos podem levar a morte. Então, faz-se necessário a criação e melhoria de medidas.
Portanto, visando mitigar os entraves à resolução da problemática, o governo federal, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve expor e ensinar a população sobre o impacto do lixo eletrônico no meio ambiente. Tal medida tem que ingressar na Base Nacional Comum Curricular para aumentar o número de informações sobre o tema desde a base escolar da criança. Enfim, o Brasil acabará com a mentalidade de colonizador, terminando as heranças históricas.