O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 19/11/2021
O artigo 225 da Constituição Federal de 1988, garante o acesso ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como direito inerente a todo cidadão brasileiro, sendo responsabilidade do Poder Público e do coletivo zelar pela sua preservação. Contudo, não há o cumprimento dessa garantia, em virtude do consumismo e da falta de pontos específicos para a coleta de lixo eletrônico.
Em primeira análise, é importante pontuar que o consumo exacerbado de aparelhos eletrônicos ocasiona impactos socioambientais. Nesse sentido, a animação “Wall-E”, retrata o cotidiano de um robô que reside no planeta Terra, após se tornar inabitável devido ao excesso de produção de lixo. Analogamente, o filme pode ser comparado com realidade brasileira, já que de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz 1,5 milhões de toneladas de e-lixos por ano. Deste modo, é necessário medidas para combater o consumismo.
Em segunda análise, vale ressaltar que a falta de pontos de coleta dos resíduos eletrônicos prejudica o equilíbrio ambiental, já que ocorre o descarte irregular em áreas inadequadas. Ademais, as substâncias tóxicas presentes nos aparelhos tecnológicos ao entrar em contato com o solo, pode atingir os lençóis freáticos e contaminar rios e aquíferos. Nesse contexto, a falta de conhecimento da população juntamente com a omissão do Governo facilita desastres ambientais.
Portanto, medidas devem ser tomadas para combater o descarte irregular de lixo eletrônico no Brasil. Para tal, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente invista na criação de locais apropriados para o depósito dos resíduos nas cidades. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação promova palestras nas escolas com a finalidade de conscientizar os estudantes sobre os benefícios da reciclagem e assim, de fato, evitar que realidade retratada no filme se torne real.