O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 18/11/2021

A filósofa alemã Hannah Arendt, em “Banalidade do Mal”, reflete sobre as consequências da alienação social, à qual modifica o ponto de vista moral dos indivíduos tornando-os mais sucetíveis a encarar ações moralmente erradas como um simples aspecto da sociedade. Nesse sentido, evidencia-se o problema do lixo eletrônico cujo é mascarado  pela falta de conciência da população acerca dos impactos por ele gerado. Nesse sentido, convém analisar como o Estado negligencia essa problemática e quais são os efeitos negativos causados por ela no âmbito ecológico.

De início, o jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, discute sobre a ineficácia da legislação brasileira, visto, que, embora aparente garantir os direitos civis na teoria, na prática não se é efetivada de forma plena.  Prova disso, é a escassez de políticas públicas  satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 225 da Constituição Federal que garante à todos o acesso a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Neste contexto, é perceptivel a negligencia da União, tanto  na carência de projetos de concientização voltados ao descarte sustentável, quanto na elaborações de programas direcionados a reaproveitar essa matéria. Sendo assim, fica claro a postura incorreta das autoridades resposnssáveis e a necessidade de mudanças a fim de não agravar a problemática.

Em uma segunda análise,  destaca-se os impactos gerados na ótica ambiental.  Frente a isto, vale ressaltar a frase do ambientalista  Lester Brown: " Uma sociedade sustentável é aquela capaz de satisfazer suas necessidades sem comprometer a chance de sobrevivência das gerações futuras". Dentro deste panorama,  a eliminação equivocada, ou seja, juntamente como o lixo comum, de bens duráveis como eletrodomésticos e eletrônicos, contamina o solo pela oxidação dos metais presentes em suas respectivas composições, além de contribuir para emissão de gases poluentes, como o clorofluorcarbono (CFC), que intensifica a destruição da camada de ozônio, e está presente, por exemplo, no motor de geladeiras. Assim, infere-se que os efeitos geram danos que colocam em risco a disponinilidade de condições viáveis de vida para as sociedades do futuro, como afirmado por Lester.

Portanto, é indubitável que medidas sejam elaboradas para mitigar o tema. Desse modo, cabe ao Governo federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente fomentar, por meio dos veículos de comunicação,  palestras sobre sustentabilidade e descarte correto de lixo com intuíto de informar a propulação da importância do manejo responsável dos seus rejeitos, retirando o véu da ignorância que encobre o problema. Logo, será possível garantir a manutenção do ambiente natural e o desenvolvimento de uma sociedade moralmente melhor longe das amarras da alienação e não praticante da banalidade do mal.