O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 17/11/2021

Na animação “Wall-E”, de 2008, vemos os graves efeitos que o descarte acelerado de lixo teve sobre os humanos. Com o planeta Terra destruído e absolutamente inóspido, de nada restou aos humanos senão procurar outro. Assim como na ficção, a produção de lixo eletrônico afeta a vida animal, vegetal e ameaça, sobretudo, nossa existência. Para combater esse problema é preciso entender sua origem e descobrir porque não tem sido pauta no debate popular ainda que altamente grave.

Em primeiro plano, o lixo eletrônico é produto direto de nossa organização social. Nos últimos anos, como observado pelo geógrafo brasileiro Milton Santos, a moeda de troca e os produtos de nossa sociedade se moldaram com nosso desenvolvimento. Se em períodos anteriores da história da história a durabilidade era requisito para adquirir o produto, hoje, em contraponto, a inovação é o que move o consumo. As pequenas mudanças que um produto oferece frente a sua versão anterior é suficiente para motivar sua aquisição. Com isso, estabelece-se um ciclo contínuo de venda, consumo e descarte de lixo nunca antes visto pela humanidade.

Em segundo plano, para que a sociedade combata o problema do lixo eletrônico é preciso que ela tome consciência dele. De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela gestora Gleen Eletron, ainda que cerca de 90% dos brasileiros já tenham ouvido falar de lixo eletrônico, 30% acredita se tratar do ambiente virtual, como: spams, emails e arquivos. Assim sendo, essa alienação é condicionada pelos serviços de recolhimento de lixo, que o coleta indiscriminadamente, sem exigir a separação dos materiais. Por conseguinte, cria-se a impressão na população de que lixo “é uma coisa só” e basta jogá-lo para resolver seu problema.

Destarte, frente ao que fora apresentado, vê-se clara necessidade interventiva a fim de solucionar o problema do lixo eletrônico no Brasil. Diante disso, para realizar uma coleta e eliminação eficientes desse lixo, urge que a Câmara e o Senado debatam projetos de lei que obriguem a separação prévia de materiais descartados pelos moradores, bem como o fornecimento de equipamentos adequados à manipulação dos componentes tóxicos do lixo eletrônico. Desse modo, será possível despertar a consciência das pessoas sobre o descarte correto do lixo e remediar a situação catastrófica produzida por nossa organização social, reproduzindo uma sociedade mais limpa e saudável.