O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 18/11/2021
Com o advento da Revolução Industrial, em meados do século XVIII, o panorama da produção fabril mundial passou a se especializar gradativamente, e modificou completamente a dinâmica do consumidor com os bens de consumo. Porém, em sua fase contemporânea, a capacidade de inovação informática da indústria carrega consigo as mazelas socioambientais de seu desenvolvimento. Isso se deve graças à massificação da sociedade de consumo que, por sua vez, contribui para os impactos ecológicos do lixo eletrônico.
Em primeiro plano, é fundamental pontuar o papel que a indústria tecnológica exerce no consumismo desenfreado da sociedade atual. Devido à herança do “American Way of Life”, do início do século XX, onde o “ter” era “ser”, as grandes corporações de tecnologia viram nessa mentalidade a oportunidade de capitalizar sobre o sentimento de pertencimento a um segmento social, baseado na posse de eletrônicos. E, dessa forma, com o auxílio de recursos como a obsolescência programada, que dita previamente a vida útil de um aparelho, mantém o mercado informático sem estagnar e, consequentemente, sem parar de produzir entulho.
Em segundo plano, é necessário destacar que essa produção imparável de resíduos eletrônicos requer um manejo próprio, para diminuir seus impactos na natureza. Dentre esses impactos, pode ser destacada a contaminação do solo e de mananciais por metais pesados, que atingem diretamente o meio ambiente, e podem causar doenças em humanos, como o câncer. Essas perturbações no âmbito ecológico podem ser minimizadas com o auxílio da reciclagem de componentes tecnológicos, no entanto, em escala nacional, a coleta apropriada desse entulho para reciclagem ainda não foi difundida de forma homogênea.
Em suma, paralelamente à ampliação do consumos de bens eletrônicos no âmbito social, o impacto natural causado pelo descarte impróprio desses bens também aumentou. Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, otimizar e difundir a coleta de dejetos eletrônicos, por meio da ampliação da frota de caminhões de lixo tecnológico reciclável, e a realização da coleta domiciliar semanal, afim de abrandar a perturbação do entulho informático no meio ambiente, no limite territorial brasileiro.