O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 19/11/2021
A animação “Wall-E”, do estúdio americano Pixar, retrata a distopia em que a Terra se encontra após a destruição da natureza por meio do descarte de lixo, tornando o planeta inabitável para os humanos. Todavia, a realidade não destoa do desenho, uma vez que a produção demasiada de resíduos eletrônicos também impacta no meio ambiente. Em síntese, esse cenário nefasto ocorre devido ao deficitário interesse estatal a respeito da preservação ambiental e à falta de informação da sociedade. Sob essa ótica, o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein afirma, em “O Cidadão de Papel”, que os princípios básicos da cidadania estão apenas no papel, isto é, a legislação brasileira é falha, pois os cidadãos não usufruem de seus direitos. Paralelo a isso, entende-se que o Governo não opera de acordo com a Carta Magna, em virtude da escassez de medidas públicas centradas na fiscalização do destino de resíduos eletrônicos. Diante do exposto, a ausência de interesse na preservação ambiental intensifica a prática de obsolescência programada por empresas privadas, visto que ao diminuir a vida útil de produtos eletrônicos, aumenta o consumo de versões recentes de celulares, por exemplo, refletindo na produção de lixo não tratado.
Ademais, o sociólogo francês Pierre Bourdieu, no conceito de “Habitus”, desenvolve que, embora possua liberdade de escolha, o indivíduo é influenciado pelos hábitos enraizados dentro do convívio social. De maneira análoga à tese, é lícito inferir que a sociedade está em “Habitus”, em razão da coleta da reciclagem no cotidiano, sendo esse o estigma que prolonga os problemas ecológicos relacionados ao lixo. Dessa forma, não já ensino acerca da necessidade da ajuda social contra a conjuntura, uma vez que o assunto foi banalizado pela sociedade, divulgando a cultura da destruição ambiental para outras gerações. Logo, a tendência é o descarte adequado ser parte, somente, de pequena parcela da população, sendo insuficiente para superar os impactos causados ao meio ambiente.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação democratizar o tratamento do lixo eletrônico, por meio da inclusão de debates na base escolar da matéria de Ciências, sendo ministrada desde o primário, com a participação ativa dos alunos e professores, com projetos de reciclagem e direcionamento correto de resíduos, para uma área de tratamento especial, dentro da comunidade, a fim de diminuir, paulatinamente, a cultura do lixo na sociedade brasileira . Além de dispor de projetos de leis de fiscalização, pelo Ministério da Saúde, para que seja re. Assim, a Terra não ficará como o planeta de “Wall-E”. Além de dispor de projetos de leis de fiscalização, pelo Ministério da Saúde, para que seja realizado visitas em centros de coletas, com um alto de certificação que o trabalho está sendo feito corretamente. Assim, a Terra não ficará como o planeta de “Wall-E”.