O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 20/11/2021
A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente de 1972, realizada na cidade de Estocolmo, foi a primeira reunião dos chefes de estado para discutir sobre os impactos do homem na natureza, propondo meios mais sustentáveis de produção. Para fora desse contexto, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, os prejuízos atribuídos ao lixo eletrônico na natureza, contraria as ideias constatadas na Suécia. Nesse viés, é crucial analisar as causas do descarte incorreto e a não reutilização desse lixo, dentre as quais se destacam a negligência estatal e a falta de conhecimento por parte da população sobre os problemas atribuídos ao lixo eletrônico.
Em primeiro plano, é necessário destacar que a desimportância do estado para com o lixo eletrônico potencializa as sequelas ambientais. Esse contexto de inoperância das esferas do poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presente na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa óptica, os impactos ambientais causados pelo plástico e pelos metais pesados presentes nos aparelhos eletrônicos na natureza e na saúde dos indivíduos são agravados pela falta de fiscalização do estado no descarte correto e no reaproveitamento desse material. Nessa perspectiva, para a mudança dessa realidade brasileira, é necessário uma mudança estatal.
Além disso, é igualmente preciso apontar que a falta de conhecimento sobre os impactos do lixo eletrônico e sobre o seu descarte, contribuem para a manutenção do problema. Segundo estudos realizados pela Universidade de São Paulo, mais da metade da população brasileira não reconhece os desafios enfrentados pela natureza devido ao lixo eletrônico. Ainda, os iluministas Diderot e D’Alembert afirmam, na obra “Enciclopédia”, que a democratização do conhecimento é essencial para o combate à alienação da população, que não reconhece os efeitos desse problema. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessarte, o Ministério da Educação deve, por meio de profissionais na área ambiental, fiscalizar o lixo eletrônico das empresas do país, a fim de garantir que os impactos ambientais sejam reduzidos. Além disso, o Ministério da Educação, através de palestras e distribuição de materiais didáticos, deve ensinar as próximas gerações sobre o reaproveitamento dos aparelhos celulares, tablets, computadores e outros utensílios, com objetivo de impedir que o mal descarte desse lixo ocorra. Assim, o país entrará de acordo com as propostas realizadas da conferência de Estocolmo.