O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 20/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê diversos direitos aos cidadãos braseileiros, e, dentre eles, o acesso a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a presença do lixo eletrônico no meio ambiente e seus impactos negativos no que diz respeito a universalização desse direito social tão valoroso. Diante dessa perspectiva, cabe a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, convém resssaltar que a negligência estatal para com o descarte do lixo eletrônico potencializa os impactos ambientais provenientes desse descuido já que, sem esse descarte feito de forma correta, todo esse lixo é levado para lixões, geralmente a céu abero, fazendo com que o material seja danificado e libere substâncias capazes de poluir o solo e os lençóis freáticos. Esse contexto de inoperancia das esferas de poder configura-se, de acordo com os ideais do filósofo contratualista John Locke, uma quebra do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadão desfrutem dos seus direitos constitucionais. Nessa perspectiva, para que essa realidade seja transformada, faz-se imprescindível uma intervenção do Governo.
Ademais, é fundamental apontar o papel das mídias na elevada produção de lixo eletrônico da sociedade brasileira. Segundo o conceito de “Habitus” do sociólogo francês Pierre Bourdieu, as visões sociais são determinadas pelas agências, como a mídia, ou seja, as ações progadas por ela tndem a ser reproduzidas. Logo, percebe-se que a constante divulgação de novos materiais tecnológicos contribui diretamente para o agravamento dessa problemática, já que influencia os cidadãos a comprarem novos aparelhos e descartarem os antigos, o que também é responsável pelo aumento da popuição. Diante de tal exposto, é nítida a necessidade de se mudar essa narrativa.
Depreende-se, portanto, a importância de se combater esse cenário. Para isso, é necessário que o Estado -órgão responsável pela manutenção da ordem social- destine subsídios tributarios vizando a criação de locais dedicados a coleta do lixo eletrônico em todas as cidades brasileiras, para que dessa forma, os impactos do uso desses objetos não sejam os maiores causadores da poluição do Brasil. Além dissso, a mídia, como formadora de opiniões deve usar seu alcance para falar acerca dos problemas que a poluição eletrônica pode gerar e contribuirpara a resolução desse cenário. Somente dessa forma se consolidará uma socieddae mais responsável em que o Estado cumpre o seu “Contrato Social”.