O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 26/11/2021

Na obra literária “The Kill Order”, Didi é uma jovem que vive em um mundo distópico e enfrenta graves problemas de saúde devido à poluição e o descarte de lixo eletrônico incorreto. Na contemporaneidade, muitas pessoas enfrentam esse mesmo problema com o despejo de materiais, ocasionando não só problemas de saúde mas como também estragos irreversíveis na natureza.

A priori, é necessário ressaltar que o despojamento de objetos tecnológicos, como televisores, baterias, celulares ou até mesmo pilhas, em locais abertos e próximos de residências vem gerando muitos estragos no bem-estar de milhares de cidadãos. Segundo pesquisa realizada pela revista “Science” cerca de 47% da população mundial apresenta ou pode apresentar alguma doença devido ao lixo. Observa-se ser de extrema urgência a manutenção deste meio por se tratar de algo prejudicial à vida da sociedade.

A posteriori, em decorrência da Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, os altos números de consumismo desenfreado resultaram, junto à falta de planejamento necessário das cidades, no despejo de eletronicos em ambientes naturais, contaminando o solo, oceanos, rios e gerando estragos na flora e fauna. De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), em menos de 37 anos o mundo sofrerá uma catástrofe ambiental, dada principalmente pela degradação da natureza. Similarmente, o filósofo Richard Rorty dizia: “Que tipo de mundo podemos preparar para os nossos bisnetos?”. Consequentemente, percebe-se a alarmante situação que, em grande parte, o despojamento do lixo eletrônico vem causando no planeta, não prejudicando somente a sociedade atual, mas também gerações futuras.

Em suma, faz-se necessária a atuação do Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, em prol da realização de políticas públicas que visam conscientizar a população e incentivá-la a optar pelo descarte consciente a partir da inclusão de disciplinas nas instituições de ensino e propagandas televisivas sobre a importância de preservar. Desse modo, o público alvo deve passar a valorizar seus eletrodomésticos, fazendo com que a triste realidade vivida por Didi e tantos outros não se repita.