O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 06/12/2021
Pilhas. Computadores. Celulares. Todos esses itens quando tornam-se inservíveis adquirem a termologia de “lixo eletrônico” e necessitam de maior cautela para o descarte. Nesse sentido, é cabível afirmar que a rápida evolução histórica para elaboração dessas tecnologias, não se deu em igual velocidade quando se trata da reciclagem e descarte ideal desses artefatos, tomando como análise os impactos ambientais e de saúde pública gerados por essa problemática.
Em primeiro plano, é cabível uma apreciação da lógica industrial “taylorista”, que incrementou o uso de tecnologia nos produtos industrializados, e que somados com o conceito de “obsolescência programada”, ou seja, o proposital curto período de utilidade de um aparelho, ocasiona sua rápida substituição, e, consequentemente, o aumento da produção desses dejetos. Nesse contexto, cabe considerar que para confecção desses materiais, frequentemente, é necessário o uso de metais pesados, que quando descartados incorretamente permeiam o solo infiltrando-se nos lençois freáticos, e ingressam na teia ecológica, sendo nocivo para fauna e flora atingida. Fato esse que torna-se preocupante, visto que 70% dos metais pesados são encontrados nos lixões e aterros sanitários, sendo o Centro de Tecnologia Mineral.
Em segundo plano, cabe pontuar que mesmo o Brasil tendo elaborado, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que objetivava otimizar a reciclagem e redução do lixo sólido, a prática distancia-se da teoria, e acarreta consequências principalmente para a população que reside nas proximidades dos aterros, ou que nele desenvolve alguma atividade. A própria Organização Mundial da Saúde já manifestou preocupação com esse grupo social e alertou quanto aos problemas que o manuseio impróprio do lixo eletrônico pode ocasionar, como dificuldade respiratória, alteração do DNA, insuficiência renal, dentre outros. Soma-se o exposto, aos dados da Organização das Nações Unidas, que afirma que apenas 17,4% do lixo eletrônico chega às instalações formais de gerenciamento e reciclagem, ou seja, grande parte destina-se aos aterros sanitários afetando a população local.
Portanto, frente ao exposto, é fundamental uma intervenção que pode ter como agente o Ministério do Meio Ambiente, atuando por meio da valorização da ideia de “logística reversa”, ou seja, a devolução da matéria-prima para o produtor reutilizá-la. Para tanto, é necessário a contribuição da população em realizar o descarte desses objetos em locais adequados. Dessa forma, objetiva-se reduzir o descarte impróprio desses itens e amenizar suas problemáticas de natureza ambiental e social.