O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 17/12/2021
Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente representam um grave problema que, por debilidade reflexiva dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país hodierno.
Sob esse panorama, percebe-se que a sociedade não dispõe de meios que assegurem os direitos presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todo cidadão tem acesso a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. A priori, de acordo com Mc Sid, um dos maiores críticos da atualidade brasileira, o governo não investe nas causas essenciais da federação, fato que prejudica o recolhimento de elementos eletrônicos no território, prejudicando, desta forma, a natureza, por meio de resíduos tóxicos liberados por esses componentes tecnológicos no ecossistema. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna, maior documento jurídico nacional, demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com público vigente, restringindo do ádito dos benefícios sociais, por exemplo, políticas públicas de captação de lixo eletrônico. Dessa forma, vê-se a ineficiência do Estado na garantia da satisfação coletiva, posto que ele não cumpre seu dever de anteparo ecológico.
Ademais, é perceptível a falta de conscientização informacional, visto que o corpo social desconhece assuntos relevantes, especificamente, os prejuízos do despejo errado de resíduos tecnológicos. Nesse contexto, conforme o filósofo Platão, em sua obra “O mito da caverna”, o qual retrata, nos tempos modernos, a sociedade contemporânea, manipulada e privada do conhecimento libertador, capaz de constituir um ser crítico. Com isso, é notório que, diante de tal realidade, os brasileiros sofrem perante a desinformação que, nesse viés, ficam à margem de instituir a proteção ambiental efetiva, progredindo a manutenção do descarte inconsciente de lixo eletrônico. Logo, é indiscutível a grande importância das informações, haja vista que a falta delas progride a alienação e o impasse em debate, hodiernamente.
Portanto, fazem-se necessárias ações que atenuem esse quadro caótico. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do país, a intensificação e o aprimoramento do recolhimento do lixo eletrônico, mediante verbas do cofre público, com o fito de reverter os males relativos a essa temática e, eventualmente, prevenir a violação dos direitos sociais. Além disso, deve providenciar, com o Ministério da Educação, campanhas que politizem a sociedade acerca do descarte correto de resíduos tecnológicos. A partir dessa ação, será possível minimizar o óbice em pauta.