O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 25/01/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, os impactos deletérios do lixo eletrônico no meio ambiente são fatos sociais patológicos, configurando-se como algo extremamente alarmante para a comunidade brasileira. Sob esse viés, essa grave problemática não acontece somente devido à omissão estatal, mas, também, por causa da negligência da mídia.

Nesse panorama, o descaso do poder público é um imperioso promotor dos impactos ruins do lixo eletrônico no meio ambiente. Sob esse prisma, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viver em melhores condições, assinando o Contrato social. Diante disso, o desleixo do Estado ao assunto dos impactos do lixo eletrônico no meio ambiente é uma quebra do Contrato social, porque desassiste à população, representando uma ameaça para o futuro, ao deixar como legado uma poluição cada vez maior. Nessa perspectiva, o poder público é inoperante nesse caso, já que não cumpre funções básicas, como o urgente planejamento para o correto despejo do lixo eletrônico.

Ademais, a falta de devido foco da imprensa é um notório incentivador dos impactos do lixo eletrônico no meio ambiente. Sob essa ótica, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, os princiapis problemas são aqueles que são naturalizados. Nesse ponto de vista, a desatenção da mídia aos impactos negativos do lixo eletrônico no meio ambiente é uma naturalização de um empecilho grave, porquanto adversidades expostas ao corpo social tendem a ser resolvidas com maior velocidade, tendo como consequência a mitigação desse imbróglio. Sob esse sentido, os meios de comunicação são criminosos nessa situação, pois não usam da sua influência sobre os tecido social para expor as mazelas que assolam o país.

Portanto, os impactos do lixo eletrônico no meio ambiente precisam ser atenuados. Nesse sentido, para que haja uma aplicabilidade do Contrato social de Hobbes, os congressistas devem, com o uso da opinião pública, deliberar emendas para construção de aterros sanitários, especificamente, de lixos eletrônicos, por meio da sanção do presidente, a fim de tornar o país melhor, e consequentemente próspero. Somado a isso, com o fito de problemas mais importantes para a sociedade serem expostos à população, a imprensa deve, com a ajuda da iniciativa privada,  criar campanhas de conscientização sobre a importância de um urgente tratamento para o lixo eletrônico, veículadas na internet e em bancas de jornais, por intermédio do uso de cartazes e anúncios publicitários. Com isso, haverá uma necessária melhora da condição do meio ambiente brasileiro.