O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 13/02/2022
Segundo o relatório do Global E-Waste Monitor, de 2020, o Brasil é o quinto maior produtor de e-lixo (lixo eletrônico) no mundo, e o segundo maior da América Latina. De maneira análoga a isso, devido ao crescimento da onda digital e à evolução de aparelhos eletrônicos de última geração, cresce o número de utensílios descartados por serem inferiores aos novos modelos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o consumo desesperado desses dispositivos modernos e o dano causado no meio ambiente por conta do descarte incorreto de aparelhos inutilizáveis antigos. Logo, retificar tal problema é crucial.
Em primeira análise, evidencia-se que o consumismo exagerado de produtos tecnológicos é alimentado por mercadorias avançadas, que convencem o consumidor a substituir seu antigo aparelho por uma peça mais recente, assim, fazendo o cliente se desfazer do modelo antiquado. Dessa forma, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o fabricante do produto tem a obrigação de dar o destino certo ao produto, para que esse seja descartado e reciclado, fato que não acontece e que resulta no descarte indevido dessa tralha.
Além disso, é notório que o destino indevido do e-lixo irá gerar danos graves ao ecossistema. Desse modo, estará danificando o solo, lençóis freáticos e, inclusive, os próprios seres humanos, por efeito da intoxicação que deriva-se dos metais pesados dos detritos. Além do mais, traz problemas de saúde aos cidadãos, tendo o exemplo de doenças respiratórias, metabólicas e neurológicas. O economista brasileiro João Bosco da Silva cita: “A responsabilidade social e a preservação ambiental significam um compromisso com a vida”. Considerando a citação, entende-se que a base para a preservação ecológica é um dever de todos.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o problema dos resíduos de equipamentos tecnológicos. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pelos recursos naturais no Brasil, executar novas medidas de conscientização no corpo social brasileiro, por meio de palestras escolares, de propagandas publicitárias, e da exigência da orientação aos consumidores, pelas empresas, de como livrar-se do aparelho antigo. Desse jeito, será possível controlar esse dano prejudicial ao meio ambiente e aos seres vivos.