O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 09/03/2022

O filme Wall-e, retrata, em forma de animação, um planeta Terra desabitado e coberto de lixo e poluição atmosférica. Contextualizando com o Brasil contemporâneo, nota-se um quadro de instabilidade ambiental e social quando se observa a questão do lixo eletrônico. Nesse sentido, é preciso analisar a omissão governamental em relação a essa temática, visto que o Estado não a trata com seriedade, além de argumentar em relação ao eixo socio-cultural, explicitando a parcela de culpa dos cidadãos.

Nessa perspectiva, vale ressaltar que as estruturas públicas falham em garantir o descarte ideal e a reutilização desses resíduos, pois não ultiliza de métodos modernos e sustentáveis. Essa conjuntura, quando analisada pelo filósofo John Locke, configura um atentado as regras do contrato social, pois não há o cumprimento de deveres por parte da máquina estatal, comprometendo a saúde e a infraestrutura oferecida ao cidadão, que tem o seu bem-estar afetado.

Além disso, quando observamos a questão humana, percebemos que a sociedade também não cumpre seu papel no contrato social, pois não há preocupação ou comoção pública a chaga apresentada. O lixo eletrônico de casas, escolas e escritórios é descartado junto com o lixo comum, sem nenhum tipo de coleta seletiva ou encaminhamento adequado. Tornando o Brasil um dos maiores produtores desse lixo do mundo, segundo pesquisas da Agência Brasil.

Infere-se que uma análise aprofundada das ações seja feita com o objetivo de reverter esse quadro desfavorável. Portanto, cabe ao governo federal, em parcerias fundamentadas com a iniciativa privada, fundamentadas por incentivos fiscais e subsídios, investir no desenvolviemento de novas tecnologias de descarte ecológico. Essas ações devem priorizar o desenvolvimento e a manutenção do bem-estar geral. Dessa maneira, o contrato social de Locke seria cumprido.