O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 28/03/2022

A “Apple”, empresa americana de tecnologia, vem sendo acusada em diversos países de sabotar a baterias de seus aparelhos eletronicos. Tal prática, com o intuito de incentivar a compra prematura de novos celulares, obtendo um aumento nos lucros. Nesse sentido, é notório que o consumo desenfreado, atrelado ao descarte incorreto do lixo eletrônico podem causar sérios danos ao meio ambiente.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que o consumo exagerado de produtos acarreta um grande volume de lixo. Segundo o filósofo Zigmund Bauman, vivemos em tempos líquidos e nada é feito para durar. Isto posto, entende-se que a obsolecência programada - quando um produto vem de fábrica com a predisposição de parar de funcionar- leva o consumidor a fazer várias compras em um curto intervalo de tempo.

Cabe analisar, também, que apesar das estratégias para vender novos produtos, as empresas apresentam pouca preocupação quanto a sua destinação final. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), todo resíduo deve ser processado de maneira adequada e os fabricantes são responsáveis por essa ação. Com base nisso, percebe-se que a inércia governamental na aplicação das leis, faz com que a iniciativa privada se ausente da responsabilidade em relação ao descarte após o uso do cliente final.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater o descarte inadequado do lixo eletrônico e seus impactos ambientais. Dessa forma, cabe ao Poder Judiciário - como responsável pela aplicação das leis no pais - por meio de constantes averiguações em empresas do ramo de eletrônicos, verificar o cumprimento da Lei de Logística Reversa contida no PNRS, gerando multas em caso de não execução, com o intuito de dar a destinação adequada a esses resíduos. Somente assim, será possivel conciliar a obtenção de lucro com a conservação ambiental.