O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 22/03/2022

A tecnologia é uma das mais importantes invenções da humanidade, entretanto, no que tange ao seu descarte, pode representar um grave modo de agressão ao meio ambiente. Assim, de acordo com o jornalista Joelmir Beting, no Brasil fomos dopados pela cultura da abundância, tal afirmação pode ser exemplificada pelo consumismo implantado na sociedade e a ausência de medidas que tratem do destino final de produtos como os eletrônicos. Dessa forma, é urgente o debate acerca dos perigos da presença do lixo eletrônico no meio ambiente e as consequências dessa mazela.

Na contemporaneidade, produtos como celulares, computadores e videogames são parte da rotina da grande maioria de população. Entretanto, a cada ano novos modelos surgem e são substituídos, tal fato somado à ausência de postos de coleta regionais para reaproveitar e realizar o descarte sustentável de componentes químicos e tóxicos como as baterias dos aparelhos, ocasiona seu despejo em ambientes impróprios e a céu aberto. Desse modo, segundo a Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, portanto, é função do Estado proporcionar a coleta desses objetos e evitar o desequilíbrio natural.

Ademais, de acordo com Jean Paul Sartre, o homem está condenado a ser livre e está submetido à responsabilidade de sua existência e dos outros homens. Nesse contexto, cita-se a ausência de consciência ambiental coletiva na população, uma consequência do acelerado processo de industrialização do País, sem que houvesse a correta preparação social para preservação do meio. Desse modo, a presença do lixo eletrônico em ambientes como os lixões a céu aberto pode levar desde à contaminação dos lençóis freáticos até agravos físicos aos que venham ter contato com os descartes, o que constitui um problema de saúde pública.

Logo, é imprescindível que o Estado, em parceria com as empresas, por meio de incentivos fiscais, realize a implantação de um programa que exija o recebimento de produtos usados nas lojas que vendem os aparelhos e ofereça descontos na compra do novo. Em adição, as escolas, por meio da Geografia devem incentivar a consciência ambiental, bem como mostrar os riscos do descarte indevido.