O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 29/04/2022
Durante a Segunda Revolução Industrial, o modelo de produção utilizado foi o Fordista, no qual priorizava a produção em massa e, como consequênncia, a formação de estoques. Neste sentido, assim como tal modelo de produção, o excesso de materiais eletrônicos tem gerado impactos negativos ao meio ambiente, por causa da precariedade na educação ambiental social e da falta locais corretos para o descarte do lixo. Logo, deve-se analisar esses problemas.
Em primeiro lugar, vale destacar a ausência de lugares adequados para o despejo do lixo eletrônico. No Brasil, infelizmente, não há uma política nacional clara e objetiva sobre o assunto, o que colabora para que a população enxergue como opção o descarte desses aparelhos em rios, lagos e lixo comum. Tal atitude, contribui para riscos ambientais notáveis, como a contaminação dos cursos d’água, solo e do ser humano, por meio da bioacumulação - acúmulo de metais pesados nos seres vivos pela cadeia alimentar -. A exemplo, o site Nexo Jornal elaborou um mapa em que mostra a estimativa de mais plástico - outro item encontrado nos eletrônicos - do que peixes nos oceanos, até 2050, conforme cientistas.
Em segundo plano, a falta de uma educação ambiental concreta precisa ser evidenciada. Geralmente, o tema ambiental é tratado de forma superficial e secundária, o que fomenta uma noção pouco sustentável nos alunos e da comunidade. Essa noção pouco aprofundada, vinculada a falta de uma política de descarte, acarreta uma sociedade acrítica ao tema, além de pouco colaboradora a práticas sustentáveis. Conforme o Instituto de Defesa do Consumidor, cerca de 81% dos brasileiros trocam de celular sem antes recorrer à assistência técnica, o que ratifica essa negligência com o meio ambiente.
Portanto, tratar o tema ambiental com a relevância devida é necessário. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com lojas de varejo, deve fomentar o descarte correto dos aparelhos eletrônicos. Tal ação ocorrerá com o recolhimento desses itens pelas lojas e o encaminhamento a pontos de reciclagem, custeado pelo Governo, a fim de reduzir o descarte incorreto e gerar senso crítico popular. Ademais, as escolas devem aprofundar o tema ambiental, por meio de aulas interdisciplinares e pesquisas, para gerar criticidade nos alunos e familiares.