O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 22/04/2022
No filme “O Lorax, em busca da trúfula perdida”, retrata-se um cenário fictício, no qual a sociedade vive em um lugar onde as árvores são feitas de plástico e tudo é artificial. Nesse contexto, saindo dessa distopia e comparando com a atual situação do nosso país, percebe-se que essa é uma realidade cada vez mais próxima. Uma vez que os impactos do lixo eletrônico no meio ambiente têm se tornado cada vez mais preocupantes. Sob essa perspectiva, o consumismo e a negligência do governo são fatores preponderantes para a alarmação desse problema.
Nessa análise, de acordo com uma pesquisa realizada pela Green Eletron, o Brasil é o 5° maior produtor de lixo eletrônico. Além disso, está também entre os países mais consumistas, fato este que colabora para a crescente produção de lixo eletrônico e, consequentemente, diminui a expectativa de vida do povo brasileiro. Isso porque o descarte incorreto desse lixo traz consequências nocivas para a saúde, como o câncer, além da propagação do efeito estufa e aquecimento global.
Ademais, em “Eischamnn em Jerusalém”, escrito no século XX, pela filosófa alemã Hannah Arendt, é descrita uma sociedade que passa por um processo tão grande de massificação e alienação ao ponto de nem perceberem mais os problemas que estão enraizados na sociedade. Situação semelhante tem acontecido no Brasil, os impactos ambientais estão sendo cada vez mais banalizados e negligenciados. Desse modo, tudo isso é devido ao descaso governamental que não visa tomar providências perante a situação, tampouco investe em recursos para o descarte ser feito adequadamente, o que resulta em um mal da sociedade, teoria elaborada e defendida por Arendt.
Portanto, é mister que o impasse seja resolvido. Urge que o Estado, em parceria com o Ministério da Cultura, capacite, instrua e qualifique profissionais acerca do descarte correto desse lixo. Outrossim, seria fulcral aliar a criação de uma lei que penalize e multe as empresas que descartam o lixo em céu aberto e até mesmo nas margens dos rios, como é o caso do rio Tietê. Somente assim, os impactos ambientais serão reduzidos e pode-se obter uma sociedade mais digna, diferente da que é mostrada no filme do Lorax e a evidenciada por Hannah Arendt.