O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 01/05/2022

De acordo com os dados divulgados pela Green Eletron, o Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico no planeta. Esse número demonstra que o problema do descarte desses aparatos se faz presente na realidade ambiental brasileira. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma barreira em virtude da falta de debate e má influencia midiática.

Em primeiro plano, evidencia-se que a ausência de diálogos é um massivo responsável pela complexidade do problema. O Filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao silenciamento do debate em torno do impacto da ação de metais pesados oriundo do resíduo eletrônico, em toda cadeia biológica causando doenças a longo prazo, como o câncer.Dessa forma, sua resolução é impedida pela falta de diálogo consciente e intensivo.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da interferência negativa dos canais midiáticos. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Sob essa perspectiva, pode-se observar que a mídia ao invés de promover debates que elevam o nível de informação da população, influenciam na consolidação do impasse.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre os impactos dos detritos eletrônicos no Brasil. Tais eventos podem ocorrer virtualmente no período extraclasse, contando com a presença de professores e convidados especializados em descarte desses materiais. Ademais, estas ações devem se abrir as comunidades por meio de redes sociais para reverterem a má influência midiática, criando conteúdos para dar mais visibilidade a campanhia e assim conscientizar a população sobre as consequências do descarte inaqueado.