O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 21/05/2022

A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século XVIII, alterou drasticamente o panorama de produção de bens de consumo vigente até então. Com isso, após as diversas fases dessa revolução, verifica-se a venda em larga escala de produtos eletrônicos. Entretanto, hodiernamente, tais aparelhos são descartados de forma exponencial, o que acarreta danos ambientais e interfere em diversos ecossistemas da Terra, dada a irregularidade dessa ação. Assim, é imprescindível analisar esse cenário para que se encontre soluções plausíveis.

Em primeiro plano, cabe citar as causas dessa acumulação na natureza do chamado e-lixo. Sob essa óptica, a obsolescência programada, ação pela qual as empresas criam produtos de curta vida útil, contribui para perpetuação desse problema, uma vez que isso obriga o consumidor a trocar frequentemente seus aparelhos. Ademais, não há dúvidas de que o consumismo, assíduo na sociedade atual, agrava esse impasse, pois a compra desenfreada de produtos desse âmbito implica também o descarte numeroso desses. Destarte, percebe-se que as indústrias, aliadas ao exagero humano, dificultam a atenuação de tal óbice.

Outrossim, é importante salientar os efeitos do lixo eletrônico no meio ambiente. Nesse sentido, a magnificação trófica, em que metais pesados se acumulam pelas cadeias alimentares, causa a contaminação de diversos organismos, como o ser humano, o qual, por não conseguir eliminar tais resíduos do corpo, pode desenvolver câncer, por exemplo. Além disso, a grande quantidade de água utilizada para fabricação desses bens, denominada de água virtual, não é coerente com a pequena durabilidade dos materiais que os constituem.

Diante do exposto, ações são necessárias no sentido de mitigar tal problemática. Portanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve fiscalizar com maior rigor a qualidade dos aparelhos eletrônicos nacionais e importados, a partir da criação de leis que definam uma durabilidade mínima para que esses possam ser vendidos, visando ao combate à obsolescência programada. Ainda, a mídia, como as emissoras de televisão, precisa promover campanhas sobre o tema, de modo a expor como deve ser o descarte do e-lixo e as consequências do consumismo, a fim de sensibilizar a todos e de que o Brasil abandone essa distópica realidade.