O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 07/06/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, reconhece no seu artigo 225 que todos os indivíduos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Hodiernamente, a crescente demanda por conexão virtual no mundo globalizado, aumentou o consumo dos produtos de tecnologia da informação e, consequentemente, do lixo eletrônico, o qual, muitas vezes, é descartado de forma incorreta. As demandas de lixo eletrônico pelos brasileiros são agravadas pela obsolescência programada e gera danos ao meio ambiente como a bioacumulação. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Precipuamente, é importante salientar que cada produto é criado com data de validade pré-estabelecida, ou seja, com uma obsolescência programada. Ao realizarem esta manobra, as empresas, desenvolvem produtos os quais apresentam menor durabilidade física ou de software e incentivam a obtenção destes em relação ao ajuste técnico dos aparelhos mais antigos. Assim, as empresas visam elevar lucro e não se atentam para o a dispersão de resíduos e para o meio ambiente como afirmado, ironicamente, pela letra da música “Homem Primata” da banda Titãs: “Eu não sabia, que o homem criava e também destruía, homem primata capitalismo selvagem”.
Outrossim, os aparelhos eletrônicos detêm na sua composição metais pesados e diversos componentes tóxicos cujos descartes de formas irregulares resultam no fenômeno de bioacumulação, ou seja, podem ser prejudiciais aos recursos abióticos, por exemplo, com a contaminação do solo e de lençóis freáticos meios os quais levaram a contaminação dos recursos bióticos em diferentes níveis da cadeia trófica como produtores- plantas, e consumidores- seres humanos.
Diante do exposto, faz-se, pois, necessário que o Ministério da Educação promova nas escolas ou por meio de publicidades, nos canais de comunicação, rodas de conversa, debates e palestras sobre o que é o lixo eletrônico, suas diferentes formas e como conciliar a sustentabilidade com o consumo. O engajamento deve ser direcionado para pais, alunos e comunidade afim de desenvolver, nestes, um senso crítico e uma vida de consumo saudável.