O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 07/10/2022

A obra, “Ensaio sobre a cegueira”, do escritor português José Saramago, retrata a invisibilidade de certos problemas decorridos na sociedade. À vista disso, na realidade brasileira, a crítica de Saramago, é visível no enorme impacto do lixo eletrônico no meio ambiente. Dessa forma, destacam-se dois aspectos importantes: o alto impacto ambiental e também o considerável aumento do consumismo.

Em primeira análise, vale ressaltar a exclamação do romancista, Victor Hugo, “é triste pensar que a natureza fala e o gênero humano não a ouve”. Sob essa ótica é válido dizer que o ser humano vem prejudicando o ecossistema principalmente com o alto índice de lixo eletrônico sendo descartado de maneira inadequada, gerando resíduos tóxicos e prejudiciais à saúde pública. Isto posto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para mitigar o imbróglio.

Outrossim, vale salientar que o consumismo juntamente com a obsolescência programada das novas tecnologias assegurou o elevado nível de lixo eletrônico. É visível então, que a aquisição desnecessária desses produtos colabora para deteriorar mais ainda o meio ambiente, em suma fazendo parte de uma falta de consciência por parte da população. Destarte, é mister que o corpo social procure formas de atenuar o óbice.

É evidente, portanto, que há necessidade de serem tomadas providências para amenizar tais problemáticas relacionadas ao enorme impacto do lixo eletrônico no meio ambiente. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela proteção e recuperação de todo ecossistema, promover políticas públicas responsáveis em fazer o descarte adequado desse tipo de lixo, assim como propiciar o incentivo da reciclagem destes por intermédio das mídias sociais, além de viabilizar palestras nas escolas para sensibilizar os jovens sobre medidas para combater o consumismo exacerbado, a fim de diminuir os impactos tão severos. Só dessa maneira, será possível evitar que mais problemas como mostrado no livro de Saramago, fiquem “invisíveis” perante a sociedade.