O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 20/06/2022

Aristóteles, grande pensador da antiguidade, defendia a importância do conhe-cimento para a plenitude humana. Todavia, essa perspectiva não é aproveitada no Brasil, tendo em vista a banalização do lixo eletrônico e de seu impacto ao meio

ambiente. Diante disso, observa-se uma adversidade, que tem como causas o sistemas capitalista e a educação.

De início, a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange o problema. Segundo Bauman, os valores socias estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Desse modo, destaca-se que as empresas priorizam o preço e a facili-dade, negligênciando os devidos cuidados do lixo eletrônico. Tal constatação se torna evidente quando se analiza que as empresas não direcionam corretamente o seu entulho, que geralmente são designados a rios, as ruas, e aos lixões, em vez de aterros sanitários (lugares que são preparados devidamente para receber o lixo, tanto o comum como o eletrônico). Então, inverter a lógica capitalista e colocar os valores ambientais em primeiro lugar é urgente.

Ademais, a lacuna educacional é um desafio presente na problemática. Nesse sentido, Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Entretanto, como não é ensinado como se deve descartar corretamente o lixo eletrônico, os cidadões não conhecem a gravidade da situação. Assim, não se adquirem o hábito de cuidar do lixo que descartam, não havendo conhecimento para repassar ao meio familiar e ao meio escolar, gerando uma sociedade desinformada e negligente. Logo, urge ter um sistema educacional nas famílias e escolas para que soluções sejam promovidas.

Portanto, é indispensável intervir sobre a questão. Para isso o Poder Público deve investir em informação sobre o descarte correto do lixo eletrônico e os bene-fícios que esse ato trás ao mundo, por meio de destinações de verbas, a fim de melhorar a educação nas escolas e nas famílias. Tal ação pode ainda, ser divul-gada na mídia de massa, para que a supremacia de interesses mercadológicos tenha consciencia de seus atos. Desse modo, o Brasil poderá ter maior plenitude, como defendia Aristóteles.