O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 23/06/2022

Com o advento da Terceira Revolução Industrial é notório que as inovações e apri-moramentos nas áreas de informática, tecnologia e robótica contribuíram para o desenvolvimento social. De maneira análoga a isso, o descarte inadequado do lixo eletrônico mostra-se um fator contribuinte para o agravamento dos danos ao meio ambiente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a ineficácia legis-lativa e a falha educacional brasileira.

Em primeira análise, evidencia-se que a ausência de protagonismo das esferas de poder diante do descarte incorreto dos eletrônicos e seus impactos no meio, cor- roboram para com a perpetuação da problemática no país. Sob essa ótica, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as “Instituições Zumbis” são todas aquelas que não cumprem sua função social de forma eficaz. Dessa forma, inexiste a parti-cipação plena e efetiva do estado no que tange a aplicabilidade das leis existentes referente ao problema e da criação de medidas de incentivo ao descarte correto dos resíduos eletrônicos no país.

Além disso, é notório que a falta de debate nas instituições de ensino sobre os males que os descartes incoerentes dos E-lixos proporcionam, tende a formar cida-dãos alienados e descompromissados com a preservação do meio ambiente. Desse modo, o renomado economista britânico, Sir Arthur Lews, afirma que educação nunca será despesa, mas sim um investimento com retorno garantido. Consoante a isso, nota-se que não debater a problemática poderá gerar o aumento de eletrôni-cos em lixões a céu aberto o que facilita desde a contaminação dos solos até agra-vos físicos caso haja algum contato direto com os aparelhos. Sendo assim, a educa-ção sobre o assunto é essencial para que a problemática não perdure no Brasil.

Depreende-se, portanto,a adoção de medidas que contenham o descarte indevido dos E-lixos no meio ambiente. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, ela-borar um plano de ação educacional e instrucional, por meio de palestras e semi-nários , com o fito de promover o aprendizado e formação de cidadãos comprome-tidos com o meio ambiente. Ademais, o Poder Judiciário deve fiscalizar a execução das medidas já existentes, além da participação estatal. Somente assim, a Revolu-ção Industrial será vista como um total benefício para os cidadãos brasileiros.