O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 21/06/2022
No filme Wall-E é apresentada uma versão futurística da Terra, inabitável devido às mudanças climáticas causadas pelo acúmulo de lixo rico em material bioacumulativo. De maneira análoga a isso, o lixo eletrônico tem se mostrado um perigo crescente ao meio ambiente brasileiro. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de lugares destinados ao descarte desse tipo de utensílio e ao lapso de sua reciclagem.
Diante desse contexto, é notória a ausência de lugares adequados para descartar tais dispositivos. Dessa forma, embora grandes empresas de técnologia, como Samsung e Apple, recolham aparelhos pessoais usados de clientes em troca de descontos na compra de um novo modelo, o mesmo não pode ser dito a respeito dos demais demais eletrônicos. Sob essa ótica, não é oferecida a população uma alternativa de descarte seguro de seus acessórios.
Além disso, evidencia-se que a falta de reutilização de seus componentes é uma das causas da existência de tais paradigmas. Desse modo, o Brasil deu um preocupante salto de sétimo para quinto maior gerador de e-lixo no mundo, segundo dados divulgados pela Parnashop e Green Eletron, não tendo porém aumentado sua taxa de reciclagem. Sendo assim, é imprescindível que o governo reestruture o repasse de verbas destinadas aos setores de meio ambiente, tendo em vista a adoção de ações práticas para a resolução da problemática.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter os impactos do lixo eletrônico no meio ambiente. Dessa maneira, cabe ao governo federal, por meio de uma parceria com grandes empresas de técnologia, tais como Samsung, Apple e JBL, a criação de pontos de descarte para todo tipo de material eletrônico, que serão encaminhados para suas respectivas fábricas, a fim de serem reutilizadas como matéria-prima para essas empresas. Somente assim, o Brasil poderá se ver livre de um futuro como o retratado em Wall-E.