O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 28/06/2022

O filme “Wall-e”, é retratado um cenário do planeta Terra inabitável, que foi completamente destruído pelos impactos ambientais causados pelo lixo . De fato, a animação da Pixar é verificada no lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente, visto que apesar de ter sido lançado em 2008, trata de questões que mesmo depois de mais de 10 anos continuam sendo problemáticas para a sociedade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a insuficiência legislativa e o consumismo.

Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante a insuficiência legislativa. Sob essa ótica, de acordo com o Paranashop, cerca de 44,7 milhões de toneladas de e-lixo foram gerados em 2016. Assim, observa-se um silenciamento instaurado na questão do lixo eletrônico, visto que ainda há falta de fiscalização, gerando riscos à saúde do meio ambiente e da população pela contaminação dos solos.

Em paralelo, o consumismo é um entrave no que tange ao problema. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida na questão do lixo eletrônico e os impactos causados no meio ambiente, visto que o consumo desenfreado e a compra inconsciente dos eletrônicos, causam um aumento desses resíduos e consequentemente a poluição em larga escala. Assim, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.

Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, recorrendo a investimentos no combate ao lixo eletrônico, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a insuficiência legislativa presente no problema. Dessa forma, será possível tornar a “cidadania de papel” - de que o jornalista falou - uma realidade mais próxima.