O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 25/06/2022

Embora a Constituição federal de 1988 assegure o acesso ao ambiente ecologicamente sustentável de todos os cidadãos, percebe-se que a realidade brasileira vigente difere do que a Carta Magna prevê, visto que os cuidados com o despejo do lixo e seus impactos no meio não tem sido efetivamente tomados, dado que não há o cumprimento dessa garantia. Dessa forma, fatores como a obsolescência programada e o descarte inadequado dos aparelhos eletrônicos propagam esse óbice pelo âmbito nacional.

Primeiramente, é relevante abordar a obsolescência programada e seus impactos. Sob essa ótica, as indústrias estão reduzindo a vida útil de um produto para aumentar o consumo de versões novas, entretanto, essa prática causa danos ao meio ambiente, desde a quantidade cada vez maior de lixo acumulado e exploração de recursos naturais, até os poluentes encontrados na fabricação. Desse modo, é imprescindível que o modelo atual seja modificado para a proteção do ecossistema.

Além disso, é notório obeservar que o descarte inadequado de eletrônicos contribuem para um ambiente não sustentável. Sob esse viés, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, o maior acidente nuclear do Brasil ocorreu em Goiânia em 1987 quando centenas de pessoas foram contaminadas pelo Césio-137 que na época foi descartado inadequadamente. Sendo assim, é indispensável a urgência em realizar técnicas adequadas para o despejo dos aparelhos eletrônicos, como celular e computadores.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Poder Público deve investir em pesquisas a fim de reduzir os efeitos da obsolescência programada, criando leis para prolongar o tempo médio de vida útil dos aparelhos. Ademais, a Mídia, incumbida por moldar a opinião do público, por meios virtuais, como o Twitter, deveria proporcionar debates acerca da importância do manejo adequado do depósito de lixo eletrônico com o intuito de realizar a proposta feita pela Magna Carta.