O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 01/07/2022

A Revolução industrial ocasionou profundas transformações no mundo. É possível visualizar o legado desse evento histórico no acelerado o crescimento do lixo eletrônico que vem impactando, negativamente, no meio ambiente e na saúde da população. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza no silenciamento e na lacuna científica.

Dessa forma, em primeira análise, a falta de debate influencia fortemente problema. A Teoria da Ação Comunicativa de Habermas, defende que “a linguagem é uma forma de ação”. Porém, há uma lacuna dessa ação quanto aos impactos do lixo eletrônico, visto que boa parte da sociedade não sabe o que é, e como realizar corretamente o descarte de tal resíduo. Ademais, desconhecem os danos que causam ao meio ambiente, como a contaminação do solo e dos rios, além dos riscos à saúde, que podem causar doenças, infecções e tumores por conter metais pesados e alumínio. Assim, sem ação comunicativa, o problema segue em inércia.

Em paralelo, vale ressaltar que a falta de investimento em ciências são fatores determinantes no problema. Mantegazza, explica a ciência “é o melhor instrumento para medir nossa ignorância”. No entanto, falta investimentos em pesquisas sobre o lixo eletrônico, uma vez que estudos que buscam soluções para o reaproveitamento do lixo eletrônico, por exemplo, não são pautados. Logo, é imperioso que a ignorância da população seja substituída pela informação.

Portanto, uma intervenção faz necessária. Para isso, o Governo Federal deve criar um fundo de investimentos em pesquisa, por meio de verbas para as universidades, a fim de reverter a falta de investimentos em ciência, que afeta a resolução do problema. Tal ação pode, ainda, ser divulgado nas mídias de massa para a população possa conhecer os resultados. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema.