O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 10/07/2022

A política nacional do meio ambiente, criada em 198, estabelece diretrizes e instrumentos que orientam as empresas nas melhores práticas para gerenciamento de atividades que de alguma forma interfiram no meio ambiente. De maneira análoga a isso, o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente vem sendo debatido nos últimos anos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a ausência de medidas governamentais para combater o problema e o pouco conhecimento da sociedade sobre o tema.

Em uma primeira análise, evidencia-se a ausência de medidas governamentais para combater o problema do lixo eletrônico. Sob essa ótica, para o filósofo contratualista John Locke, essa situação configura-se como uma violação do “contrato social”, visto que o Estado não cumpre a sua função de garantir direitos indispensáveis a população, como um meio ambiente ecologicamente equilibrado, como previsto na constituição federal de 1988. Dessa forma, cabe ao Estado, no seu papel de provedor de direitos, assegurar o acesso ao meio ambiente estável para toda a população, o que infelizmente não se mostra na realidade.

Além disso, é notório o pouco conhecimento das pessoas sobre o lixo eletrônico. Desse modo, em uma pequena realizada pela Green Eletron em 2021, apenas dois terços dos entrevistados sabiam definir o que era lixo eletrônico, confundindo com o mundo digital. Consoante a isso, verifica- se que há pouca informações sobre o tema acessível para as pessoas, e o quanto é necessário haver conscientização sobre a temática para que seja abordado com a importância devida, tanto hoje como pro futuro.

Depreende- se, portanto, a adoção de medidas que venham a conter o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente. Dessa maneira, cabe ao ministério do meio ambiente em parceria com o instituto brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis (Ibama), fiscalizar a forma com que empresas formam seus produtos, e como atuam destinando o lixo que não é mais utilizado, sendo as fabricantes responsáveis pelo seu descarte adequado, por meio leis rígidas e fiscalização atuante, a fim de que o meio ambiente seja conservado. Somente assim, será possível que a política nacional do meio ambiente, se faça valer.