O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 18/07/2022

Na idade média, Século XIV, o lixo era frequentemente atirado nas ruas pelas janelas, se acumulando nas avenidas e propiciando um ambiente perfeito para proliferação de pragas urbanas, foi o que deu início ao surto de peste negra. De maneira análoga a isso, sem dúvida o descarte inadequado do lixo eletrônico causa impactos negativos ao meio ambiente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a indústria visando apenas o lucro e aumento exponecial do consumismo dos indivíduos.

Em primeira análise, evidencia-se o descaso da indústria com lixo eletrônico produzido, onde somente visam o lucro. Sob essa ótica, segundo o Ministério do Meio Ambiente, entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anualmente. No Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora. Dessa forma, onde a produção em massa de seus produtos é objetivizada, a industria não impõe-se a amenizar a degradação ambiental, buscando apenas o aumento de seus ganhos.

Além disso, é notório os impactos ambientais causados pelo consumismo dos indivíduos. Hans Alois, ambientalista e sociólogo alemão, afirmou que o sistema capitalista financeiro, desde a sua origem, tem como uma de suas características a apropriação da natureza como meio para a obtenção de lucros. Consoante a isso, o consumismo está intrínseco ao capitalismo, onde o meio é deixado em segundo plano. Ademais, a falta de informação por meio dos indivíduos em relação ao descarte adequado do lixo eletrônico se mosta evidente.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter os impactos causados no meio ambiente pelo lixo eletrônico. Dessa maneira, cabe ao Órgãos governamentais fazer a fiscalização constante, por meio de incentivos a logística reversa das industrias, a fim de que o lixo eletrônico seja reutilizado para novas matérias-primas. Somente assim, o descarte incorreto do lixo eletrônico não continuará causando impactos negativos ao meio ambiente, como no século XIV, onde o lixo era descartado nas avenidas, degradando o meio e criando o ambiente sujeito a proliferação de pragas urbanas e doenças como a peste negra.