O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 21/07/2022

O filme “Wall-e” da Pixar, é apresentado que após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave, devido à exploração e consumo excessivo e a consequente produção de lixo. De maneira análoga a isso, o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente se faz presente na coletividade, aumentando ano após ano. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o agravamento da produção de resíduos eletrônicos por conta do consumismo e o descarte inadequado.

Em primeira análise, evidencia-se o agravamento da produção de resíduos eletrônicos por conta do consumismo. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, os indivíduos contemporâneos, ávidos por alcançar uma fonte de satisfação permanente, tendem a herdar comportamentos consumistas. Desta forma, um dos efeitos colaterais de tais avanços é a produção excessiva de novos dispositivos eletroeletrônicos, bem como o fomento do consumo cada vez mais desenfreado.

Além disso, é notório o descarte inadequado. Desse modo, anualmente, mais de 53 milhões de toneladas de equipamentos eletroeletrônicos e pilhas são descartadas em todo o mundo, segundo o The Global E-waste Monitor 2020. Consoante a isso, os efeitos gerados pelo descarte inadequado do e-lixo podem acarretar em doenças na fauna e flora brasileira.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente. Dessa maneira, cabe ao Poder Executivo e ao Ministério do Meio Ambiente, reduzir os altos índices de rejeitos produzidos pelo consumo em todo seu território e a diminuição dos impactos da indústria cultural, por meio da Mídia com campanhas e propagandas que venham incentivar o corpo social à reciclagem do lixo eletrônico e a conscientização do consumismo, a fim de diminuir os impactos ambientais causados. Somente assim, com essas medidas, Wall-E permanecerá somente como ficção.