O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 20/07/2022
A partir da Terceira Revolução Industrial, que teve início em meados do século XX e continua até a atualidade, houveram significativos avanços tecnológicos. Com isso, levando em conta o sistema capitalista vigente no Brasil, que visa o lucro acima de tudo, disparou-se o aumento na produção e demanda de eletrônicos. Contudo, a preocupação com o descarte de tais produtos não acompanharam esse ritmo exacerbado de consumo, gerando problemas ambientais que precisam ser contidos para que seus efeitos danosos diminuam.
Em primeiro lugar, deve-se pontuar que o consumo é um dos principais pilares do capitalismo, portanto, tende-se a ser incentivado pelas empresas pois ele gera o lucro. E, principalmente produtos eletrônicos como celulares, tablets e fones de ouvido, são consumidos tornando-se cada vez mais indispensáveis no cotidiano da população. Além disso, com a obsolescência programada que é a decisão do fabricante propositalmente desenvolver um produto que se torne obsoleto para levar o consumidor a comprar um novo produto, a quantidade de aparelhos que perdem sua funcionalidade, originando os lixos eletrônicos só vão aumentando, assim como os impactos gerados no meio ambiente.
Segundo uma estimativa feita pela Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (ABETRE), dos lixos eletrônicos gerados anualmente no Brasil, apenas 600 mil toneladas de 2,9 milhões de toneladas são descartados corretamente. Ou seja, há uma grande probabilidade que esse descarte incorreto vá para o meio ambiente, impactando na saúde pública devido aos metais pesados que contaminam os solos, os rios e os organismos da fauna e da flora.
Portanto, diante da omissão por parte das grandes empresas, que visam o lucro em detrimento do bem estar da população, faz-se necessário, primeiramente, a conscientização em massa da população, para haver então manifestações para que as empresas promovam o descarte correto desses equipamentos. Isso, juntamente com uma fiscalização rigorosa do Ministério do Meio Ambiente e a implementação de penalidades para aqueles que não seguirem as regras de descarte correto, reduziriam a quantidade de lixos eletrônicos.