O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 05/10/2022
Com advento da Revolução-Técnico Científica-Informacional, houve um massivo desenvolvimento de recursos tecnológicos, como tablets e celulares . A utilização dessas ferramentas foi intensamente disseminada na coletividade, tornando-se indispensável para efetivar a comunicação e o fluxo de informações no mundo globalizado. Porém, o descarte incorreto de tais materiais molesta o meio ambiente. A fim de sanar o imbróglio, faz-se mister ressaltar as suas causas e as suas decorrências, situadas em fatores estruturais e sanitários, respectivamente.
Em primeiro plano, o principal motivo do entrave é a forma de tratamento dos resíduos sólidos, os quais são direcionados de forma incorreta a espaços abertos, como lixões e áreas de várzea. Essas práticas contaminam o meio natural, visto que os produtos, ao ficarem expostos a processos intempéricos, tendem a se oxidar e a se acumular no local. Assim, seria crucial que esses materiais retornassem às suas corporações de origem, espaços nos quais há uma destinação coerente dos lixos ou que, ainda, podem reciclá-los e reutilizar suas peças eletrônicas em uma nova mercadoria. Logo, tais atos sustentáveis mitigariam o óbice, o que ratifica a ótica do literato Rubem Alves, de que “quem planta uma árvore, diz não ao deserto”.
Em segundo plano, a adversidade assola a saúde dos organismos que entram em contato com o lixo eletrônico, o qual apresenta elevada toxicidade. Essas interações ocorrem pelos animais que habitam uma região contaminada, pois eles se relacionam intensamente com o ecossistema local hidratanto-se e alimentando-se de pequenas presas, por exemplo. Tais recursos são biocumuladores de metais, o que desencadeia na contaminação do ser vivo, os quais, incorporados à fisiologia animal, assolam a fisiologia deles. Então, as decorrências do óbice são severas, o que corrobora a asserção da Escola de Frankfurt, de que “a liberdade no mundo atual é ilusória, pois somos dominados por forças econômicas”.
Depreende-se, portanto, a necessidade de solucionar o entrave. Para isso, cabe ao Estado– supremacia do Executivo no país– promover simpósios sobre o descarte do lixo eletrônico e os seus malefícios ambientais, de modo a orientar a nação sobre a sua destinação ética. Isso será efetivado mediante a divulgação de vídeos de ecólogos nas redes sociais do governo, visando, enfim, à concientização coletiva.