O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 24/09/2022

Ao afirmar a transitoriedade do tempo, em sua célebre canção “O Tempo Não Para”, o compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois o descarte indevido de eletrônicos não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde a década de 60, quando a tecnologia chegou no país. Desse modo, na hodiernidade, as dificuldades persistem, seja pelo despojamento inadequado da população, seja pela falta de incentivo estatal.

Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a falta de conhecimento e atitude popular estão entre as principais causas do impasse para se ter um meio ambiente livre de poluições. Nessa óptica, o filme americano, Wall-E, retrata um robô que tem como função limpar todo lixo existente no planeta, já que a humanidade deixou o planeta. Dessa forma, pode-se relacionar com a hodiernidade, pois essa ação deve ser feita pelos habitantes no intuito de abandonarem seus eletrônicos em locais próprios e seguros, e não no lixo comum, que pode trazer riscos a saúde e problemas ambientais, inviabilizando o bem-estar.

Além disso, o escasso encorajamento do estado como mais um dos fatores que agravam o problema. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso de Rousseau, no qual ele conceitua que a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos, sendo assim inadmissível que não aja incentivos e divulgações sobre a maneira correta do desuso de aparelhos, e também sobre os malefícios que podem ocorrer, como o câncer, caso essas atitudes não sejam feitas por uma boa parte dos cidadãos.

Fica evidente, portanto, que tais ações expostas dificultam as melhorias no mundo e logo são necessárias mudanças. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela preservação do meio ambiente, deve implantar mais pontos de coleta seletiva, ou ecopontos, com o intuito de incentivar os nativos a descartarem seus eletrônicos que não são mais usados, nesses locais. Outrossim, a participação da mídia, grande difusora de informação, deve contribuir divulgando os ecopontos e promovendo matérias que desperte essa boa atitude na sociedade.