O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 14/10/2022

O documentário “A história das coisas” ,da ambientalista norte-americana Annie Leonard, alerta para os perigos advindos do modelo consumista adotado pelo mundo capitalista contemporâneo. Esse filme mostra que o planeta vai entrar em colapso se mudanças não forem feitas, pois é impossível sustentar o meio ambiente com o ritmo de produção de lixo eletrônico descartado atualmente.

Nesse víes, atento ao problema, o Legislativo Federal promulgou a lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com ínumeras medidas para conter e regulamentar a questão não só do lixo eletrônico, mas de todos os dejetos produzidos no âmbito nacional. Todavia, apesar do avanço legislativo, grande parte dos municípios do país não conseguiu implementar as medidas sustentáveis exigidas pela lei em tela. Assim, a extinção de todos os “lixões” que deveria ter ocorrido em 2020 foi prorrogada para 2024.

Consequentemente, fica evidente que o país é, de fato, o país do “jeitinho”, porque ,como explica o Antropólogo Roberto Damatta no livro “O que faz o brasil, Brasil”, nos países desenvolvidos a lei é aplicada e cumprida. Contudo, por aqui, há sempre espaço para manobras e acomodações, como é o caso das constantes prorrogaçãos do prazo para a erradicação do descarte irregular de dejetos eletrônicos. Essa prorrogação é terrível para o equilíbrio ambiental, na medida em que há nesse material descartado irregularmente inúmeros metais pesados que podem vazar e contaminar os rios e os lençois freáticos.

Portanto, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente crie convênios com os municípios que ainda não criaram aterros sanitários, capacitando-os a cumprir a lei, e informando-os que não haverá novas prorrogações de prazo para o fim dos lixões. Ademais, deve criar campanhas publicitárias a serem veiculadas no rádio, tv e mídias socias sobre a importância da política dos 5 erres: repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar. Finalmente, implementar essa política na rede municipal de ensino, por meio de aulas obrigatórias sobre educação ambiental,pois apenas pela conscientização do cidadão é possível transformar a sociedade. Como alerta Annie Leonard, os recursos naturais são finitos, logo não devemos trocar um aparelho que ainda funciona, apenas por impulso consumista.